O comerciante guineense Souleymane Bah, de 47 anos, chegou ao Brasil há exatos 21 dias (19 de setembro) pelo Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, após sair de Guiné e fazer uma escala no Marrocos. Quatro dias depois, em 23 de setembro, ele deu entrada em um pedido de refúgio à Polícia Federal (PF) da cidade de Dionísio Cerqueira (SC), município fronteiriço com a Argentina. Um documento emitido pela Coordenação Geral de Polícia de Imigração, divulgado pela própria PF, permite sua estadia em território brasileiro como refugiado pelo período de um ano, prorrogável pelo mesmo período.
A natureza da sua condição de refugiado impede que o comerciante seja deportado por motivos de raça, crenças religiosas nacionalidade, grupo social ou opinião política, de acordo com a Lei 9.474/1997, a qual garante aos cidadãos africanos em situação legal, o direito de permanência, além de sua proteção contra quaisquer tipos de preconceito.
O africano, de acordo com o Ministério da Saúde e a Secretaria de Saúde do Paraná, queixou-se de febre em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade de Cascavel (PR) na quarta-feira (8) e na manhã da quinta-feira (9). Apesar de ter chegado em bom estado, no limite do período de incubação da doença, no qual o ebola ainda não é contagioso, e não ter apresentado sintomas como hemorragias ou vômitos, o caso do guineense foi considerado suspeito devido ao surto em seu país de origem e à febre.
Por conta disso, foi encaminhado na manhã desta sexta-feira (10) em um avião da Força Aérea Brasileira (Fab) até o centro nacional de referência em infectologia, o Instituto Nacional Evandro Chagas, pertencente à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), onde permanecerá isolado em observação até a determinação de um diagnóstico definitivo.
Fonte: Folha PE



