Primeiros casos na zona rural

Foi ontem à tarde, em duas vilas remotas localizadas na zona rural do município de Bom Conselho, no Agreste do Estado, a 266 quilômetros do Recife, que o programa Mais Médicos começou em Pernambuco. As médicas cubanas Nancy Maria Acosta Alonso e Nancy Peña López foram as primeiras a vestir a bata e pegar no batente.De acordo com a secretária de Saúde de Bom Conselho, Elayne Cristine das Neves Lima, Nancy Maria cumpriu seu expediente no posto de saúde de Rainha Isabel, 18 quilômetros distante da área central do município, enquanto Nancy Peña atendeu em Logradouro dos Leões, vila situada a 13 quilômetros do Centro de Bom Conselho.

As duas cubanas realizaram cerca de 15 atendimentos cada. “Foram consultas de pacientes hipertensos e diabéticos que fazem acompanhamento por meio do hiperdia (Sistema de Gestão Clínica de Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus da Atenção Básica)”, afirmou Elayne Lima, por telefone.Segundo ela, as médicas foram bem recebidas pelos pacientes. Antes de atender, elas conheceram as comunidades e assistiram a palestras. “Deu tudo certo. O pessoal adorou, ficou muito feliz. Eram localidades que estavam há três meses sem médicos.”Bom Conselho ainda aguarda a chegada de um profissional de saúde por meio dos Mais Médicos. “Elas estão atuando em áreas distantes, para onde a gente nunca conseguia médicos”, declarou a secretária.Os festejos em Bom Conselho contrastam com a preocupação em Petrolina, no Sertão, a 722 quilômetros da capital pernambucana.

A cidade sertaneja solicitou seis médicos ao Ministério da Saúde (MS), mas, até agora, nenhum chegou. Quatro brasileiros foram convocados na primeira chamada, mas todos se recusaram a assumir as vagas.”Alegaram dificuldades em relação a distância, pelo fato de se tratar de locais longe da região central, e reclamaram pelo fato de ter que trabalhar todos os dias”, relatou a secretária de Saúde de Petrolina, Lúcia Giesta. O objetivo da prefeitura trazendo os médicos é dividir as equipes que estão tendo que dar conta de um universo de 6 mil pessoas. “Faz parte da reestruturação da atenção básica”, pontuou Lúcia Giesta.

Fonte: Jornal do Commercio

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