Problemas na hora de dar à luz

Superlotação e outras falhas foram apontadas pelo Cremepe no Imip e em duas maternidades estaduais. Secretaria de Saúde rebateu críticas

Entidades médicas denunciaram ontem problemas em três grandes maternidades do estado. Reunidos na sede do Conselho Regional de Medicina (Cremepe), os profissionais de saúde também fizeram críticas às gestões federal, estadual e municipais. “A partir desse material, vamos mostrar por que os médicos pernambucanos não têm condições de trabalhar em algumas
localidades”, afirmou a presidente do Cremepe, Helena Carneiro Leão, posicionando-se contra a vinda de estrangeiros para atuar no país. O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto d’Avila, e o 1º vice-presidente, Carlos Vital, também participaram da coletiva. “O que vemos nos postos de trabalho hoje não tem nada de humano”, apontou d’Avila. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) ressaltou que vai investir R$ 81 milhões na rede de maternidades até 2014.

Corredores cheios

No dia 9 deste mês, uma equipe do Cremepe fez uma visita à maternidade do Hospital Barão de Lucena e encontrou pacientes internadas nos corredores, inclusive do centro cirúrgico. “A sala de espera tem capacidade para seis leitos, mas havia nove pacientes hospitalizadas e mais sete no corredor. O problema se repete na UTI, onde o número de pessoas internadas é sempre alto”, afirmou o secretário do Cremepe Roberto Tenório. Segundo ele, nessa e nas outras duas unidades visitadas, as parturientes correm risco de infecção. A SES informou que a ampliação e a reestruturação do atendimento materno-infantil têm sido prioridades da gestão, que lançou um plano incluindo a construção de três novas unidades e a ampliação de leitos na rede existente.

Enfermarias lotadas

Uma fiscalização realizada no dia 11 encontrou cinco pacientes em cada enfermaria da maternidade do Hospital Agamenon Magalhães, quando deveria haver três. Na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), onde a capacidade é de 25 leitos, havia 34 pessoas internadas. Na sala de espera, 20 pacientes internadas num espaço para 12. “Fizemos as visitas à tarde. Pela manhã, os problemas são maiores”, disse Tenório. A SES pondera que o Agamenon e o Barão de Lucena recebem grande demanda de todo o estado. Mesmo assim, estão atendendo em plena capacidade, com suas escalas completas.

Internação na triagem

A fiscalização realizada no dia 12 contou nove pacientes internadas na triagem do Imip, onde não deveria haver ninguém hospitalizado. Outro problema foi a quantidade de pessoas na sala de espera. “Num espaço onde deveriam estar 14 pacientes, encontramos 34”, ressaltou Roberto Tenório. De acordo com a presidente do Cremepe, Helena Carneiro Leão, todas as denúncias serão entregues à Promotoria de Saúde e ao procurador-geral de Justiça. “Essas situações encontradas nas maternidades não poderiam estar acontecendo”, apontou. O Diario tentou localizar a assessoria de imprensa do Imip, mas não obteve retorno.

Fonte: Diario de Pernambuco

 

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