Profissionais de saúde denunciam insegurança no Cabo

Equipe do SAMU do Cabo de Santo Agostinho. Foto: Michel Filipe

Protesto por melhoria na segurança da unidade do Samu foi realizado na manhã de terça-feira (08/05), no município do Cabo de Santo Agostinho. Profissionais de saúde do município foram à frente da unidade, na BR 101- Sul, chamar a atenção das autoridades, para a insegurança tanto estrutural como da equipe de funcionários.

“O que desencadeou isso foi o acontecimento de alguns fatos, tais como: a invasão da base por pessoas armadas e assaltos de alguns companheiros, próximo ao Samu e no trajeto de entrada e saída do serviço”, comentou o técnico de enfermagem,Anderson Gomes. A reivindicação ganhou força depois do fato ocorrido da última sexta-feira (04/05), onde três bandidos abordaram dois técnicos de enfermagem, que saiam do plantão. A socorrista foi abusada sexualmente e o homem espancado, após serem arrastados para o canavial, pelos homens armados.

Entretanto, esse não foi um caso isolado. “Os problemas aconteceram, continuaram e se agravaram. O Samu, a maternidade Padre Geraldo e o Hospital Mendo Sampaio já foram invadidos”, revelou a médica e diretora do Sindicato dos Médicos (Simepe), Carla Cristine.

A representante do Sindicato na manifestação, ainda fez referência ao Termo de Compromisso firmado entre o Simepe e os representantes da gestão municipal, em 2011. “Uma guarda municipal armada ou a contratação de uma vigilância terceirizada e armada, e, além disso, outras providências no sentido de monitoramento e supervisão eletrônica da segurança. Coisa que do ponto de vista prático, não aconteceram”, ressaltou. No acordo ficou detalhada toda a melhoria da segurança, viabilizando os trabalhos dos profissionais de saúde, porém segundo a equipe do Samu a insegurança continua.

“Estamos tomando as providências enquanto entidade médica, inclusive estaremos nos reunindo com as entidades de enfermagem para que a gente possa esta pressionandoe cobrando soluções”, ressaltou a médica. Medidas estão sendo tomadas e esse ato serviu como um pedido de socorro dos que fazem a saúde pública no Cabo. E finalizou: “Caso não aconteça vai ficar difícil a permanência dos trabalhadores (as) aqui (Samu)”.

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