A coordenadora de Imunizações do Estado, Ana Catarina Melo, chama a atenção dos pais para a manutenção, em dia, da vacinação contra paralisia infantil. A campanha nacional, que oferece uma proteção a mais, cobrindo quem deixa de ir aos postos, acontecia no meio do ano, mas foi adiada para novembro (dias 8 a 22) em razão da Copa do Mundo de Futebol.
Depois do campeonato, dois outros eventos também poderiam prejudicar a mobilização, como a aplicação da segunda dose da vacina contra HPV em adolescentes, que exige atenção das equipes de saúde, e as eleições presidenciais marcadas para outubro.
Por outro lado, o campeonato mundial de futebol, com a vinda de pessoas de países onde o vírus circula, aumenta os riscos de transmissão do vírus da pólio. Daí o alerta para que os pais façam a vacinação de seus filhos nos postos de saúde, seguindo o calendário da criança.
Em seis meses, a doença presente só em três países, alcançou mais sete, fenômeno auxiliado pela guerra civil na Síria, em razão do deslocamento dos que fogem do conflito. Há casos nesse País, no Afeganistão, Paquistão, Camarões, Guiné Equatorial, Etiópia, Iraque, Israel, Nigéria e Somália.
O esquema contra paralisia, no Brasil, mudou desde o ano passado, com a inclusão da vacina injetável com vírus inativado. Ela é aplicada aos dois e quatro meses de vida. Aos seis e aos 15 meses, os reforços são com as tradicionais gotinhas (vírus vivo atenuado). Aos quatro anos, um novo reforço deve ser tomado.
A paralisia pode deixar sequela grave, como a deficiência física.
Fonte: Jornal do Commercio



