Até a sexta-feira, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) deve finalizar um protocolo para as mulheres grávidas que, durante um ultrassom, já receberam a informação de que o filho apresenta o tamanho da cabeça menor do que o normal para a idade gestacional. O documento tem sido elaborado em caráter de urgência a partir de discussões entre gestores da SES, obstetras e especialistas em medicina fetal. Na manhã de ontem eles se reuniram para debater detalhes importantes que devem estar nesse protocolo, como a indicação de atendimento que será oferecida para essas gestantes.
“Atualmente a notificação é de bebês nascidos com microcefalia. Agora, vamos instituir a de gestantes. Estamos estudando a expansão dessa rede de atendimento para o interior do Estado, a fim de evitar que as grávidas tenham que se deslocar para o Recife em busca de acompanhamento”, diz a secretária-executiva de Vigilância em Saúde de Pernambuco, Luciana Albuquerque.
Participaram da reunião ontem médicos do Centro de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), hospital-maternidade da Universidade de Pernambuco. “Provavelmente, essas gestantes não passarão por um pré-natal de alto risco caso a microcefalia seja um achado isolado na ultrassonografia, sem a presença de comorbidades materna ou fetal. Mas as crianças, após o nascimento, continuarão a ser acompanhadas”, frisa a diretora médica do Cisam, Maria Luiza Menezes. Coordenador de medicina fetal do hospital-maternidade, o médico Pedro Pires ressalta que, em dois meses, já observou cinco casos de microcefalia em ultrassonografia. “É uma situação nova. Ainda não sabemos ainda se a microcefalia começa a se instalar, em termos de repercussão do crescimento do crânio, muito cedo ou mais tardiamente na gestação”, salienta Pedro Pires.
Fonte: Jornal do Commercio



