Parnamirim – Após constatar problemas graves com o Programa de Saúde da Família (PSF) em Serrita, a Caravana do Cremepe/Simepe encontrou situação ainda mais problemática nesta quarta-feira (24/08) no PSF de Parnamirim, município do sertão, a 563 quilômetros do Recife.
O que se denomina PSF em Parnamirim não conta com médico, os medicamentos são administrados e ministrados sem o menor controle, também não há hiperdia (para hipertensos e diabéticos), a média de realização de citologias oncóticas é baixíssima, sendo realizadas apenas cinco por semana, o resultado de uma citologia oncótica só sai com dois meses, falta medicamentos básicos como Captopril e como não há médicos no programa, não há como indicar ou mudar para outro. Outro grave problema encontrado é que não há ficha de notificação compulsória de violência doméstica e, pior, os técnicos nem sabem que essa ficha existe, como uma demonstração clara da completa negligência e falta de compromisso com o PSF.
Já a unidade mista local, mesmo estando localizada num dos maiores municípios do sertão, conta com boa estrutura e é muito bem cuidado pelos profissionais de medicina e enfermagem. O local oferece atendimento em ambulatório de clínica médica, cardiologia e endoscopia, citologia oncótica, pré-natal, internamentos médico-cirúrgicos, ciruurgias, vacinação, teste do pezinho, atendimento odontológico, atendimento médico de urgência e emergência e realização de exames laboratoriais. Pela primeira vez foi encontrada uma destinação adequada do lixo contaminado e a farmácia conta com todos os medicamentos de atenção básica à saúde.
Como ocorreu em outros municípios, o desemprego também é um grande problema em Parnamirim. O município pouco se beneficia com as obras da Transnordestina e as únicas alternativas ficam resumidas a meninas que trabalham em casas de família recebendo R$ 80,00 mensais e o comércio que paga salários abaixo do mínimo.



