Quando a dívida é uma doença

Se você está entre os 54 milhões de brasileiros que, segundo a Serasa Experian, começaram 2015 como inadimplentes, fazer o teste ao lado pode ajudar a identificar o quanto suas dívidas estão afetando sua saúde e sua qualidade de vida.

O volume de inadimplentes representa 40% da população adulta no Brasil. O volume preocupante aumenta a importância da autoavaliação.

No teste, elaborado pela Serasa em parceria com Ambulatório de Transtornos do Impulso, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo (Pro-Amiti), perguntas importantes levarão a respostas que podem indicar a necessidade de ajuda profissional. Ao final do questionário, é possível acender o alerta para o sofrimento psicológico provocado pelo endividamento excessivo. As questões foram criadas a partir de estudo da Organização Mundial da Saúde adaptado ao Brasil.

“O teste não faz um diagnóstico, mas dá pistas para uma reflexão mais profunda e pode indicar a necessidade de o consumidor buscar tratamento psicológico para lidar com a questão”, alerta a psicóloga Tatiana Zambrano Filomensky, coordenadora do grupo de tratamento a compradores compulsivos do Pro-Amiti e presidente da ONG Associação Viver Bem. O questionário também pode ser feito online no endereço www.serasaconsumidor.com.br/teste.

Professora associada e livre-docente de psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da UPE e integrante do Consórcio Nacional para Estudo de Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo (C-TOC), Kátia Petribu lembra que o excesso de dívidas pode ter efeitos em diversas áreas. “A pessoa começa a apresentar uma série de sintomas físicos e mentais, além de comprometer sua qualidade de vida. Vemos isso frequentemente em pacientes em situação de aperto financeiro”, comenta a médica, ao citar problemas que podem surgir, como insônia, ansiedade e depressão.

Kátia Petribu lembra que esses reflexos podem afetar pessoas que estão devendo excessivamente, mas não são compradoras compulsivas. “Esses (os compulsivos) sofrem muito mais, porque têm uma doença”, esclarece.

Fonte: Jornal do Commercio

 

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