Dois meses para combater o Aedes aegypti e evitar o maior problema de saúde da história recente do país. Pernambuco investirá R$ 25 milhões para conter a proliferação do vetor da dengue, chikungunya e zika antes da chegada de fevereiro, considerado um mês crítico para o alastramento do vetor. O aporte faz parte do Plano Estadual de Enfrentamento às Doenças Transmitidas pelo Aedes Aegypti, lançado pelo governo do estado ontem em Gravatá, na presença de 150 prefeitos e dos ministros da Saúde, Marcelo Castro, e da Integração Nacional, Gilberto Occhi.
Estado com mais casos notificados de microcefalia (646), Pernambuco dividirá as ações em quatro eixos. Um deles é o controle do vetor, com eliminação de criadouros, aplicação de larvicida, bloqueio de transmissão com inseticida e compra de 40 mil capas de vedação para caixas d’água, baldes e tonéis. Haverá também ações de assistência ao paciente, campanhas e monitoramento das ações estaduais e municipais.
Com déficit de 2,4 mil agentes de endemias, o estado vai reforçar o quadro. Serão investidos R$ 5 milhões na compra de equipamentos e R$ 5 milhões em ações educativas.
O maior montante, R$ 15 milhões, será investido na qualificação da rede de assistência. Os hospitais do SUS e privados receberão capacitações em 2016. Na rede de alta complexidade serão capacitados 530 e nos postos de saúde, regionais e UPAs, três mil profissionais. Na Estratégia de Saúde da Família, a meta é capacitar 80% das mais de 1,8 mil equipes. “Até dezembro as ações precisam ser intensificadas, pois o mosquito volta a se proliferar com intensidade a partir de fevereiro”, disse o secretario de Saúde de Pernambuco, José Iran Costa.
“Sabemos da necessidade de medidas enérgicas, então vamos mobilizar o que for necessário”, afirmou Paulo Câmara. Durante o evento, ele reforçou a necessidade de apoio financeiro do governo federal. “Não faltarão recursos para combater o Aedes. Não há problema maior no Brasil que este agora”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Castro, sem detalhar quanto será enviado. O ministério está elaborando um projeto de investimento a ser lançado na próxima semana, “levando em consideração o momento de dificuldade orçamentária que estamos vivendo”, disse Marcelo Castro.
Além dos hospitais referência anunciados na semana passada, o estado adicionará nove UPAs Especialidades à rede de apoio, com a ampliação dos serviços de fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia. Os casos que apresentam sinais de choque serão tratados pelos hospitais Agamenon Magalhães, Miguel Arraes, Dom Helder, Otávio de Freitas, Barão de Lucena, Getúlio Vargas, Mestre Vitalino, Clínicas, Oswaldo Cruz e Dom Malan; e os regionais de Palmares, Garanhuns, Ouricuri e Arcoverde.
Fonte: Diario de Pernambuco



