Recife ganha novas UTIs para crianças

De leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para crianças e recém-nascidos foram inaugurados, ontem, no Hospital Infantil Maria Lucinda, localizado em Parnamirim, Zona Norte da cidade. A ação faz parte da tentativa do governo do Estado de amenizar o problema da falta de vagas em leitos de atendimento intensivo, que chega a levar pernambucanos a morte em filas de espera.

A inauguração do espaço no Maria Lucinda resulta da parceria entre os Executivos estadual e municipal (além da arrecadação de recursos do voluntariado do hospital) e integra o projeto de descentralização do tratamento de terapia intensiva em Pernambuco. A parte que cabe ao Estado é o repasse de R$ 1,2 mil para cada dia que um paciente for assistido em um leito de UTI na unidade de saúde. O investimento representa a quantia de R$ 360 mil por mês.

Já a Prefeitura do Recife destinou parte do dinheiro arrecadado nas duas últimas edições do Baile Municipal, o equivalente a R$ 405.559, em investimentos na construção do espaço da UTI e na aquisição de equipamentos. O prefeito da cidade, João da Costa, afirmou, durante a inauguração, que a reforma representa um passo importante para a melhoria do atendimento neonatal e pediátrico no município. “Significa a ampliação da oferta de leitos de atendimento para recém-nascidos. A inauguração da UTI será essencial para melhorar a qualidade do atendimento em pediratria no Recife”, afirmou.

O ouvidor da Associação de Defesa dos Usuários (Aduseps), Carlos Freitas, acompanha de perto o drama da espera dos pacientes por vagas nas UTIs da capital e não compartilha o otimismo do prefeito.

“É claro que é importante inaugurar novos leitos para terapia intensiva. Mas essas novas vagas abertas no Maria Lucinda não representam muita coisa diante da defasagem de leitos de UTI neonatal no Estado inteiro. O problema é que não existem UTIs nas unidades do interior e isso superlota os hospitais do Recife”, explica o representante da Aduseps.

De acordo com o secretário de Saúde do Estado, Antônio Carlos Figueira, a demanda por atendimento e a carência de leitos nas especialidades de neonatologia e pediatria é um desafio para Pernambuco. “A escassez de leitos ainda é um problema a ser enfrentado. No entanto, a intenção do governo é ampliar e descentralizar o atendimento de terapia intensiva nos hospitais de Pernambuco”, diz.

O serviço no Maria Lucinda contará com uma equipe de dez pediatras neonatologistas, cinco cirurgiões pediátricos, seis fisioterapeutas, um psicólogo, um fonoaudiólogo, um assistente social, seis enfermeiros e 17 técnicos de enfermagem. O atendimento deve ser regulado pela Central de Regulação do Estado.

Fonte: JC

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