A crítica do setor é que o Estado brasileiro é comprador, produtor e regulador em vários momentos na cadeia da indústria. Na tentativa de reduzir a dificuldade de acesso, o Estado distribui medicamentos gratuitos ou fortemente subsidiados, pagos pelo orçamento do Ministério da Saúde (R$ 92 bilhões orçados para 2012), mas parte do recurso constitucionalmente destinado à saúde é drenado para a Receita Federal ou as Fazendas Estaduais na forma de tributos, observam os professores Eduardo Perillo (USP) e Maria Cristina Amorim (PUC-SP), dois dos organizadores da publicação.
Bernardo salienta que o peso do Estado, no entanto, é sentido em todos os setores. O exemplo é o Efeito Gerdau, que possui estruturas idênticas no Brasil e nos EUA. A diferença é que a área tributária do grupo nos EUA emprega dois funcionários. No Brasil, são necessários 250 para fazer o mesmo serviço. Esse é um custo que a sociedade paga.
Fonte: Jornal do Commercio



