Redução de risco para o câncer de próstata

Com uma incidência bruta de quase setenta mil novos casos por ano, o câncer de próstata responde sozinho por cerca de 23% de todos os cânceres no sexo masculino e é a segunda causa de morte por câncer no homem. A doença será cada vez mais incidente a medida que avançamos na idade e mais de 60% surgirão após os 65 anos.

Por ter uma evolução geralmente lenta, apesar da alta incidência apenas 1 em cada 36 homens morrerá da doença. Não temos com prevenir a doença de forma verdadeira, pois os estudos com caráter preventivo envolvendo uso de selênio, vitamina E e mesmo o uso dos inibidores da enzima 5-alfa-redutase como a finasterida, foram negativos. De concreto mesmo, podemos afirmar que a idade acima de 40 anos, a etnia negra e o histórico familiar positivo em parentes de primeiro grau são os únicos fatores de risco universalmente aceitos.

Quem tem um pai, por exemplo, portador da doença, tem um risco 8% maior. Se a doença atinge pai e irmão, seu risco é 15% maior que a população negativa e pode mesmo chegar a 30% caso a doença tenha atingido seu parente em idade abaixo de 60 anos.

Fonte : Diário de Pernambuco

Como toda neoplasia maligna, o câncer de próstata não é uma doença única, porém a sua grande maioria será de adenocarcinomas acinares ( 95% ), medidos com diferentes graus de agressividade por um escore conhecido como escala Gleason, com valores que variam de 2 a 10. Quanto maior este escore, mais agressivo a doença. Já que não é possível a prevenção, o diagnóstico precoce é essencial. Não existe uniformidade nas recomendações indicadas por diferentes grupos.

No Brasil, nossa tendência é adotar as recomendações da Sociedade Brasileira de Urologia ou da American Society of Clinical Oncology, que pouco divergem e recomendam iniciar o rastreamento em homens acima de 45 anos com histórico familiar positivo, com o Exame clinico urológico e mensuração do PSA.

Os demais homens, iniciarão seus programas após os 50 anos. Os avanços na uro-oncologia foram muitos especialmente nos últimos 10 anos e hoje já é possível tratar de forma eficiente mesmo formas mais avançadas da doença. No mês de novembro, conheça seu risco e inicie seu rastreamento.

Compartilhe:

Deixe um comentário

Fique por dentro

Notícias relacionadas