Reforço no transplante de Fígado

Pernambuco ganhou, ontem, um importante reforço para o sistema de transplantes de fígado na rede pública de saúde. O Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), em Santo Amaro, na área central do Recife, já conta com serviço específico para centralizar procedimentos pré-operatórios e pós-operatórios de cirurgia hepática, custeada pelo Serviço Único de Saúde (SUS). Além disso, a equipe do Huoc, referência no Norte e Nordeste nesse tipo de operação, vai poder usar, a partir de hoje, novo aparelho de ultrassonografia.

A nova unidade tem espaço para ultrassonografia, três consultórios, salas para exames laboratoriais e um centro de pesquisa e estudo. Antes, o paciente com problema hepático precisava passar por vários setores do hospital e enfrentar várias filas. Após a triagem, eram encaminhados ao setor de hepatologia.

Todo esse transtorno agora poderá ser evitado, segundo Claudio Lacerda, chefe da equipe de transplante de fígado do Huoc. “Nossa intenção é humanizar o atendimento, proporcionando um atendimento integral, com mais conforto e agilidade”, explica.

Com o auxílio da Associação Pernambucana de Apoio aos Doentes de Fígado (Apaf), que atua há mais de dez anos em parceria com o Oswaldo Cruz, ajudando os pacientes transplantados, o diretor do hospital, professor Raílton Bezerra, orçou o investimento em aproximadamente R$ 300 mil. “Sabemos das dificuldades que o setor da saúde enfrenta no Estado, mas já era mais do que necessário avançarmos nessa área. Em 2012, Pernambuco ocupou o segundo lugar no ranking de transplante de fígado no Brasil, precisamos de estrutura para continuar sendo referência”, orgulha-se o professor.

A equipe, composta por 15 médicos, realiza cerca de dez transplantes por mês e já foi responsável por mais de 600 cirurgias na área, nos 12 anos de atuação. Além de ser um hospital-escola, vinculado à Universidade de Pernambuco (UPE), devido à alta demanda de cirurgias, o trabalho acontece também em parceria com o hospital Jayme da Fonte, nas Graças, Zona Norte da Cidade, onde os médicos utilizam os equipamentos e salas de cirurgias.

De acordo com a Central de Transplantes de Pernambuco, 115 pessoas estão precisando de um fígado compatível. Dados do Ministério da Saúde revelam quem, em 2012, houve aumento de 55% no número de transplantes de órgãos e tecidos em relação a 2011. No total, 1.690 cirurgias foram realizadas. Apesar do destaque como estado com maior número de doadores, a necessidade ainda é grande. A maior fila de espera é a por um rim, com aproximadamente 1.584 pacientes. Fígado é o segundo lugar, e o terceiro órgão mais disputado é o coração. Pouco mais de 100 pacientes esperam transplante de córnea, mas faltam apenas exames.

Fonte: Jornal do Commercio

 

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