A venda de remédios controlados, que só deveriam ser comercializados com receita concedidas após consulta médica, é prática comum nas redes sociais. Qualquer pessoa que acesse a web pode adquirir medicamentos com restrições, sem dificuldades. A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) sabe disso e está apurando denúncia de venda ilegal da substância sibutramina – usada para emagrecer – pela internet em Pernambuco.
A droga tem uso controlado pela Vigilância Sanitária Nacional (Anvisa) e só pode ser vendida com receita azul. Segundo a Apevisa, este vendedor online tem endereço físico definido no Recife. Os clientes o acessam, encomendamo remédio e pegam a droga no local estabelecido, sem qualquer problema. “É como se fosse uma subsidiária da venda”, disse o chefe da Unidade de Medicamentos da Apevisa, Maryverson Bezerra. A denúncia foi repassada pela Anvisa e está sendo apurada pela vigilância estadual, que deve acionar a policia.
Bezerra não quis detalhar quem é o comerciante na web, já que pode dar margem para que o negócio seja tirado do ar e os infratores acabem conseguindo “sumir”, sem deixar rastro. O gestor explicou que a Anvisa tem um sistema de busca ativa para identificar irregularidades como esta, na internet, mas, mesmo assim, é difícil chegar aos criminosos. Ele enfatiza que comercializar remédios na rede é ilegal, e que há legislação restringindo o uso dessas substâncias. “Os medicamentos controlados pela portaria 344/98, quer seja tarja preta ou não, só podem ser vendidos com prescrição médica e avaliação do paciente”, afirmou.
A venda de sibutramina, em especial, dispara nos últimos meses do ano. Como início do Verão – e vontade de emagrecer para ficar em forma – a procura pelo inibidor torna-se mais forte nas páginas de relacionamento e sites nacionais e internacionais. No facebook várias páginas oferecem o produto abertamente, a exemplo das denominadas Sibutramina, inibidores de apetite e Sibutramina, anfepramoxaedesobesi, entre muitas outras. Vários sites também oferecemo produto. De forma geral, todos preferem mediar a venda por email e usam os Correios para a entrega.
Fonte: Folha de Pernambuco



