Remédios para o povo

Triste, humilhante e revoltante é a situação dos menos favorecidos que precisam de medicamentos controlados no Estado. Tudo isto bastante previsível em uma gestão que sucateou o Lafepe, desmantelou o Hemope e terceirizou a gestão dos grandes hospitais com a finalidade de afastar cada vez mais a responsabilidade do Estado na questão dos serviços públicos de saúde. Se ao chegar ao Lafepe verificamos que falta a simples vitamina C, o básico Albendazol e sulfato ferroso, como é que poderia ter colírios e comprimidos ao preço de R$ 100,00 a unidade? Culpa nossa, que votamos nesta gestão e culpa de quem não votou mas também não tomou nenhuma atitude quando faltavam estes remédios básicos. Estaria mais evidente do que qualquer coisa que em um Estado que falta o básico, o complexo, o controlado, o especial é palavra proibida. Uma pena para um laboratório tão eficiente e que fornecia medicamentos para toda a rede pública de saúde do Brasil e hoje produz apenas meia dúzia de medicamentos que a cada dia diminui a produção, e uma lástima para quem mais precisa de medicamentos controlados e depende deste governo desumano que se instalou há mais de oito anos e, parece, ainda vai demorar para ir embora.

Fonte: Folha de Pernambuco

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