Remédios vão subir até 7,7%, índice mais alto desde 2003

BRASÍLIA (AE) – Remédios om preços controlados pelo governo deverão sofrer um reajuste máximo de 7,7%. Esse é o maior percentual autorizado desde a criação da câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos CMED), em 2003. O aumento não é linear. A CMED dessermina três faixas de reajuste, de acordo com a concorrência enfrentada pelo produto no mercado. Para as ideais classes, os aumentos permitidos serão de 6,35% e de 5%. Na média, o reajuste concedido para o setor será de 6% – o maior aumento médio desde 2005. As regras valem para 9.120 remédios, comercializados sob a forma de cerca de 20 mil apresentações. Produtos de alta concorrência no mercado, fitoterápicos e homeopáticos não estão sujeitos aos valores pela CMED. Para esse grupo, o preço pode variar de acordo com a determinação do fabricante. Entre os produtos com maior concorrência – e, portanto, com maior percentual de reajuste permitido – estão o omeprazol (usado para gastrites) e risperidona, um antipsicótico. Eles representam 24,45% de todo o mercado. Na faixa intermediária, de medicamentos moderadamente concentrados, estão antibióticos como amoxicilina e imipenem. Medicamentos com menor concorrência terão reajuste de 5%. Entre eles, estão ritalina, indicado para déficit de atenção e stelara, para tratamento de psoríase. Esses remédios representam cerca de 50% do mercado. Embora o aumento seja um dos maiores da história, ele está abaixo da inflação no período, que foi de 7,7%. Em nota, a Interfarma, associação que reúne 55 empresas farmacêuticas, afirma que o aumento abaixo da inflação pode garantir o acesso da população a medicamentos, mas argumenta que a situação do setor pode se agravar, principalmente se houver aumento na carga tributária sobre medicamentos. O aumento permitido pela CMED não é imediato. As empresas deverão, a partir dos valores de aumento publicados neste terça-feira no Diário Oficial, informar à câmara qual o índice que elas pretendem aplicar sobre seu produtos. Os percentuais apresentados pela CMED sã o teto do reajuste. Nada impede que empresas aplique percentuais menores.

Fonte: Folha de Pernambuco

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