Estudantes da Escola Virgem Imaculada, em Paulista, foram às ruas ontem para distribuir panfletos com receitas caseiras que podem ajudar a comunidade na guerra contra o Aedes Aegypt. Duas ferramentas podem ajudar no combate à dengue: um repelente caseiro e uma armadilha para interromper o ciclo reprodutivo do mosquito, que se chama mosquitérica. A receita do repelente contra o Aedes é simples. Leva meio litro de álcool, um pacote de cravo da índia e óleo corporal. Para fazer o protetor é preciso fazer uma infusão do álcool com o cravo durante quatro dias, e agitar a garrafa duas vezes ao dia. Após o quarto dia, é preciso coar a mistura e acrescentar o óleo corporal. “O óleo ajuda a fixar o produto na pele. Mas o que repele mesmo é o cheiro do cravo”, explicou o diretor da escola, professor e enfermeiro Josias de Andrade Teixeira. Outra solução que visa acabar com a reprodução do mosquito, segundo ele, é a utilização de mosquitérica, equipamento que pode ser fabricado em casa com garrafa pet, um pedaço de tule e fita isolante. Para fazer a armadilha deve-se cortar a garrafa ao meio e fazer ranhuras na parte de baixo. Na parte de cima da pet deve-se cobrir o bico com o pedaço de tule bem amarrado. Para compor a arapuca, é preciso encher a parte do fundo com água, misturada a alpiste ou arroz, e encaixar a parte de cima com o bico virado para a água. Em seguida, deve-se vedar bem as duas metades da garrafa. “O mecanismo funciona assim: a fêmea é a traída pela água que está empoçada no bico da garrafa e põe os ovos. quando eles se transformam em larva escoam pelo tule até o fundo da garrafa para se alimentar. Mas quando viram mosquito não conseguem mais sair da armadilha e morrem ali mesmo”, explicou. As dicas já foram testadas por vários alunos em casa. Milena Araújo, 17 anos, aluna do 3ª ano do Ensino Médico, foi uma das que experimentou. “Funcionou mesmo”, contou. A adolescente já teve dengue três vezes e, se previne como pode de pegar uma quarta vez. A colega Luana Reis, 16, também, já foi vítima do mosquito e tem acompanhado assustada o novo surto no Estado. “Vi que estão fazendo muitas notificações desde o ano passado. Aqui na escola também houve uma palestra sobre a dengue e como poderíamos fazer a nossa parte para controlar. Cada um precisa fazer sua parte”, afirmou.
Fonte: Folha de Pernambuco



