PEQUIM – Autoridades chinesas declararam ontem que vão investigar denúncia de que pílulas feitas com base em restos humanos estariam sendo contrabandeadas para a Coreia do Sul. Elas foram descobertas em pacotes enviados pelo correio ou durante apreensões nos aeroportos.
Segundo agentes alfandegários sul-coreanos, milhares destas pílulas provenientes da China foram apreendidas no país. Elas supostamente conteriam um pó feito a partir de fetos, placentas e bebês mortos. E também superbactérias e outros vírus.
Introduzir estes comprimidos na Coreia do Sul viola a lei que proíbe produtos que “ferem a dignidade humana e os valores”, declarou Kim Soo-yeon, um funcionário da alfândega. A maioria dos remédios veio de cidades do nordeste da China, como Jilin e Yanji, e eram destinados a clientes sul-coreanos. Vários estavam escondidos em pacotes contendo medicamentos regulares. As cápsulas seriam vendidas entre 40 mil e 50 mil wons cada (de 27 a 34).
Apesar da polêmica, não há ainda comprovação científica de que o material contido nos comprimidos seja realmente de restos humanos. O composto serviria supostamente para estimular o aumento de estamina (resistência) no organismo, segundo crenças asiáticas.
No último domingo, o jornal Korea Herald informou que, desde agosto do ano passado, 17.451 destas pílulas foram interceptadas em tentativas de contrabando. O porta-voz do Ministério da Saúde da China, Deng Haihua, prometeu ontem investigar a denúncia, mas afirmou que apuração semelhante em agosto indicou que a suspeita era falsa.
Fonte: Jornal do Commercio



