Os municípios pernambucanos serão convocados pela Secretária Estadual de Saúde (SES) para uma reunião na próxima semana sobre o planejamento de ações de prevenção à leptospirose. A doença é transmitida pela urina de ratos contaminados pela bactéria Leptospira. Entre os dias 1 de janeiro e 1 de abril, 44 casos suspeitos da infecção foram registrados no Estado, sendo três deles confirmados. Ninguém morreu.
Pernambuco, que figura entre os dez estados com maior número de casos confirmados por ano no Brasil, começou 2017 com redução de 81% nas notificações em relação ao mesmo período do ano anterior. Mas a estiagem é apontada como uma das causas principais para esse resultado. Com o início do período de chuvas, cresce o risco de aumento de casos.
“No ano passado, naquele período já estava bem crítico de chuva, e este ano ainda não”, disse a coordenadora estadual de leptospirose, Raylene Medeiros. A doença é sazonal, ela ocorre basicamente no período de chuva, quando as pessoas têm mais contato com água eventualmente contaminada pela bactéria, por conta de inundações.
Segundo a coordenadora, a população precisa ficar alerta com a chegada do inverno e evitar se expor nas enchentes e alagamentos, onde a água pode conter urina de ratos contaminados.
Se houver contato, ela indica medidas simples que podem reduzir as chances de transmissão. “Assim que chegar em casa, a pessoa deve lavar o corpo com água e sabão. A bactéria não é resistente, e provavelmente vai morrer com essa limpeza”, indicou.
Os alimentos suspeitos devem ser descartados. Entre os sintomas da doença, disse a coordenadora, estão febre, calafrios e dores musculares, principalmente, na panturrilha.



