A saída de Marcelo Castro do Ministério da Saúde (MS), que entregou o cargo na quarta-feira, acontece em um dos momentos mais críticos da saúde pública nacional, que enfrenta epidemias de zika, dengue e chikungunya, e o drama da microcefalia e pessoas com quadros neurológicos. Além disso, as infecções pelo H1N1 crescem no País semana a semana. Já são mais de 1,3 mil pessoas infectadas e 230 mortes. Autoridades de saúde de Pernambuco preocupam-se com possíveis interrupções nas ações de combates. “É lamentável que uma das pastas mais importantes e estratégicas do País esteja, em um período de 14 meses, indo ao seu terceiro ministro. Afeta a continuidade das ações no momento em que temos duas epidemias em curso”, avaliou o secretário Estadual de Saúde, Iran Costa. Para o médico Carlos Brito, consultor do Ministério da Saúde para Arboviroses, a mudança de ministro no cenário pode trazer insegurança na condução das políticas de enfrentamento caso haja substituições no escalão técnico. “É claro que um ministro tem poder de decisão. Mas, independentemente disso, ele é assessorado por técnicos. Não resta dúvida que os responsáveis pelas secretarias de Vigilância em Saúde e de Assistência não podem mudar. Espero que não haja mudança dos técnicos que estão no processo”.
Fonte: Folha de Pernambuco



