MAIS MÉDICOS Por causa da burocracia, profissionais receberão primeiro salário antes de mesmo de prestar atendimento à populaçãoOs 47 médicos estrangeiros selecionados pelo governo federal para atuar em Pernambuco vão receber o primeiro salário mesmo sem trabalhar. As prefeituras dos municípios contemplados aguardam a chegada dos registros para que os profissionais de fora do Brasil comecem a realizar os atendimentos.
O principal entrave é a demora por parte do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) em liberar a documentação necessária. Em Pernambuco, o gasto mínimo este mês do Ministério da Saúde (MS) é da ordem de R$ 940 mil.O valor dispensado é referente à bolsa de R$ 10 mil paga mensalmente a cada estrangeiro inscrito no programa Mais Médicos, além de uma ajuda de custo concedida no primeiro mês de trabalho e que varia de R$ 10 mil a R$ 20 mil, dependendo da região de atuação.
Só de salários são, ao todo, R$ 470 mil. O dinheiro, referente a setembro, será pago no início de outubro.”Os médicos não podem ser culpados por isso. Eles estão aqui e estão disponíveis, já no território, fazendo suas impressões. É claro que isso prejudica a ação integral, mas esses profissionais não estão de braços cruzados”, disse o secretário de Gestão do Trabalho e na Educação na Saúde do MS, Mozart Sales.
Em apenas um município, Bom Conselho, no Agreste, o Mais Médicos começou de fato. Das 184 cidades, 117 se inscreveram no programa federal para receber os profissionais. Os estrangeiros da primeira leva são destinados a 22 destes municípios.O Cremepe anunciou ontem, via assessoria de imprensa, que liberou mais 14 registros dos 43 solicitados pelo ministério.
Até anteontem, haviam sido regularizados 25 CRMs. Restam apenas quatro registros de profissionais de saúde que, segundo o conselho, apresentaram documentação inconsistente. O Cremepe devolveu os registros ao MS para que sejam feitas as correções.
O MS e as Secretarias Municipais de Saúde afirmam que os médicos autorizados a trabalhar estão participando de palestras, fazendo atividades de planejamento e conhecendo as comunidades onde atuarão, e devem começar a atender a população a partir de segunda-feira. É o caso do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, onde quatro médicos se apresentam hoje para atuar em Unidades de Saúde da Família do Alto da Igreja e do Loteamento Ilha, em Ponte dos Carvalhos.
Fonte: Jornal do Commercio



