A última proposta apresentada pelo Governo do Estado para sanar os problemas do Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Pernambuco (Sassepe) foi rechaçada, ontem, em assembleia, pelos servidores. A sugestão previa uma diminuição das alíquotas apresentadas anteriormente, mantendo escalonamento por faixa etária. Para os titulares, as taxas passariam a ser entre 4,5% e 5,5% (ante a primeira proposta de 4,5% a 6%). Já para os dependentes, os valores estariam entre 1% e 3,5% (ante 1% e 6%). A Associação Civil de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Pernambuco (Assepe) e a Secretaria de Administração (SAD) devem voltar a discutir o tema na próxima sexta-feira.
O Sassepe acumula, hoje, dívidas estimadas emR$ 40 milhões. Por mês, o déficit é de R$ 3 milhões. Hoje, os servidores colaboram, mensalmente, com quase R$ 15 milhões. Já a contrapartida do Governo é de R$ 5,4 milhões. Com a nova proposta do Governo, a contribuição da categoria cresceria em R$ 3,5 milhões por mês. “Queremos retomar as negociações para que o Governo pague o estoque da dívida e também aumente sua contribuição no mesmo percentual da nossa, no valor máximo de 18%. Uma nova dívida poderá surgir se esse déficit mensal não for resolvido”, disse a presidente da Assepe, Florentina Cabral.
A categoria pede, ainda, que novos hospitais sejam construídos, em Caruaru e Petrolina, para atender com maior eficiência as 193 mil vidas hoje seguradas pelo Sassepe. Por meio de nota, a SAD informou ainda não ter recebido uma notificação oficial da representação dos servidores e que, somente em posse desse documento, “irá avaliar as reivindicações e se posicionará sobre elas”.
Fonte: Folha de Pernambuco



