Sassepe deve R$ 39,8 milhões

Desde 2001 Pernambuco é o único Estado do Brasil a manter um instrumento próprio de assistência médica para o servidor público estadual, porém, nos últimos anos, o Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Pernambuco (Sassepe) vem acumulando dívidas que hoje chegam a R$ 39,8 milhões. Fato que vem comprometendo a qualidade do atendimento médico para os mais de 192 mil usuários do sistema. Para o sindicato da categoria, a solução seria ummaior investimento do Governo, já que os servidores têm contribuído com mais de 70% dos recursos utilizados.

Em um fórum realizado ontem, coordenado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT-PE) e a Associação Civil de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Pernambuco (Assepe), foi apresentado um balanço das últimas contas do Sassepe que reforçam a preocupação com o futuro do Sistema de Saúde. De acordo com informações do Instituto de Recursos Humanos de Pernambuco (IRH), o gasto mensal do sistema é de aproximadamente R$ 19 milhões. Deste montante, o Governo do Estado arca com pouco mais de R$ 5 milhões.

E é aí onde mora a reclamação dos servidores. Como a arrecadação dos mais de 192 mil beneficiários, que têm descontado 4,5% do contracheque para o titular e de 1% a 2,5% para os dependentes, não dá para suprir os gastos. Assim, o deficit mensal alcança uma média de R$ 3 milhões. Por isso, há reclamações quanto à falta de medicamentos no Hospital dos Servidores, reformas inacabadas, estrutura precária e salários atrasados dos funcionários terceirizados.

Atualmente, segundo os dirigentes do Sassepe, várias cirurgias vêm sendo canceladas e exames básicos demoram cerca de quatro meses para serem realizados. “Os fornecedores dos remédios não estão recebendo e por isso há a falta de medicamentos. Em 2012, quando nosso deficit era de R$ 28 milhões, o então secretário de Administração, Ricardo Dantas, havia prometido zerar as dívidas. Mas, até agora, vem acontecendo o efeito contrário”, reclamou o secretário geral da CUT, Paulo Rocha. “A falta do investimento do Governo na rede própria de saúde faz com que os pacientes sejam remanejados para os hospitais da rede credenciada, o que acaba saindo bem mais caro no final, gerando essa bola de neve”, reforçou Florentina Cabral, presidente da Assepe.

Fonte: Folha de Pernambuco

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