O limite foi encarado com otimismo por profissionais e gestores da área de saúde. Para o professor de Saúde Pública da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e conselheiro da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), o infectologista Carlos Frias vê a proposta como uma tentativa de realinhamento de gastos, mas destaca a necessidade de cuidado para que as áreas mais sensíveis não sejam prejudicadas. “O País estava anarquicamente desorganizado. A gestão da saúde precisava de uma profissionalização. Então, neste momento, é preciso dar um crédito”, afirmou. “Agora, medidas que venham a ser tomadas, como uma centralização maior no Ministério, tem prós e contras. Esperamos, por exemplo, que (o desenvolvimento da) da vacina do zika não tenha atraso. É algo vital, sobretudo nessa época de Olimpíadas, quando o Brasil precisa dar uma resposta ao mundo”, completa. A visão é compartilhada pelo clínico geral e membro do Comitê Técnico de Arboviroses do Ministério da Saúde, Carlos Brito. “Precisamos fortalecer as frentes já existentes em vez de tentarmos novas. Será que precisamos construir um novo hospital ou devemos investir na melhoria dos que já temos, que estão sucateados?”, indagou. “Entender que os recursos são finitos é essencial. A saúde é a área em que visivelmente mais se desvia, talvez por ter muito investimento. Estou certo de que, se o dinheiro for utilizado de forma adequada, não será necessário investir mais.”
Fonte: Folha de Pernambuco



