Com o nosso País caminhando para a realidade de uma população a cada ano mais idosa, parece-me que cuidar da saúde é uma questão presente. E relevante. E cuidar da saúde no Brasil é caro. Para o nosso trabalhador brasileiro ir à farmácia hoje é deixar por lá, mensalmente, parte substancial do seu salário. A questão saúde pública no Brasil é preocupante e muito abrangente. Pesquisa Datafolha, divulgada recentemente, registra que o tema sempre é um dos problemas que mais afligem nossa população. Divide hoje o ranking apenas com a questão do momento, a corrupção (com 23% e 22%) em menções espontâneas, respectivamente. Mas, diante dessa constatação, o que fazer, nós, homens públicos, para gerir soluções rumo às expectativas de uma grande maioria que precisa do serviço público de saúde? Trabalho e trabalho. Determinação e vontade política. Utilizo, comumente, para ilustrar minha preocupação, a vergonhosa lembrança de quando assumi, há 23 meses, a administração municipal do Ipojuca e presenciava homens, mulheres, jovens e crianças terem que sair para simples consultas fora do município. As mães não podiam ter a satisfação de verem seus filhos ali nascer. Não tínhamos maternidade. Prometi reverter a situação e consegui. Para além das ações de promoção à saúde e prevenção de doenças desenvolvidas pelo Programa Saúde nas Escolas e pela Estratégia Saúde da Família, que imputo como as mais eficazes na busca do bem-estar integral do indivíduo, todas as unidades de saúde entraram numa programação de requalificação. Hoje temos nossa maternidade, com a ampliação já à vista e com uma média de 60 procedimentos por mês. Apostamos multiplicar três vezes mais esse atendimento. Consultas já são feitas no município. E, decidido a enfrentar as dificuldades, estou indo além. Semanas atrás lancei o Remédio em Casa, rumo aos mais necessitados com medicamentos para o tratamento da Hipertensão, Diabetes e Colesterol Alto. Serão beneficiadas pessoas commais de 60 anos e portadoras de deficiência física. Isso nos distritos, nos engenhos etc. Isso, em casa e sem deslocamentos. Para quem depende e sofre com o serviço público, sabemos o quanto valioso é ter ao seu alcance uma unidade de saúde como a que implantamos no Engenho Maranhão. Lá, mais de dois mil moradores contam com médicos, enfermeira, dentista, técnicos de enfermagem, auxiliar de saúde bucal para o socorro das consultas, pré-natal, vacinas, curativos. Com a Policlínica Severina Teles, em Ipojuca Sede, mais serviços de prontidão em 20 áreas médicas, alémde uma farmácia especial, onde portadores de Alzheimer, Parkinson, esquizofrenia, entre tantas outras enfermidades poderão também receber medicamentos. Ali são 12 consultórios que abrigam 26 áreas – clínica médica, pediatria, ginecologia, cardiologia, neurologia, geriatria, ortopedia, cirurgia, otorrino etc. O serviço de consultas e diagnose em oftalmologia já em pleno funcionamento, veio para atender a uma grande demanda reprimida. O Centro de Diagnóstico Carozita Brito possui Centro de endoscopia digestiva e ultrassonografia, e a Unidade de Saúde da Família Amaro José de Santana, em Nossa Senhora do Ó, devidamente equipados, cumprem igualmente importantes funções. E fazem a diferença. Imaginem só quando concluirmos a UPA do Ipojuca e o novo SPA de Camela, este com atendimento em urgência e emergência e radiologia 24 horas. Com todas as dificuldades gerenciais, estamos conseguindo, sim, inverter o quadro da saúde do Ipojuca. Condenável, pois, atitudes dos que não enxergam estes avanços com torcidas negativas, numa equivocada visão político-partidária. No meu retrovisor, o jogo de interesse é coletivo. Ele espelha a vontade de atender uma população ávida por soluções progressivas. Para os do contra lembro que sonho com muito mais. Continuarei, portanto, tendo como uma das metas prioritárias no Ipojuca, uma saúde melhor para todos.
Fonte: folha de Pernambuco



