
Por Chico Carlos
Precisamente às 13h30 os caravaneiros do Grupo 5 chegaram em Tabira. Sol forte tomando conta da cidade que tem 388 quilômetros quadrados e mais de 26 mil habitantes.Tabira tem um polo comercial vigoroso de fazer inveja aos municípios vizinhos. No entanto, o setor de saúde vai mal das pernas. As críticas foram inúmeras.
A população reafirmou aos pesquisadores que faltam médicos no hospital municipal e nos postos de saúde. Além disso, o atendimento que existe deixa muito a desejar. Talvez seja o problema mais grave da atual gestão tabirense. “O ano passado ele ameaçou fechar o hospital municipal, dizendo que os médicos estavam pedindo demissão, porque não queriam ganhar R$ 8.500,00. Eu não acredito nessa história”, desabafou o aposentado José Gomes do Santos..
Água é outro problema
Contra fatos não existem argumentos. Segundo os moradores, para complicar a situação a água potável chega às casas de 15 em 15 dias. “Estamos entregues ao descaso das autoridades”, reclamou a balconista, Maria Auxiliadora Galvão. Até quando?
No auditório da Escola Municipal José Rufino da Costa Neto (Dedé Monteiro), quase 200 participantes – professores, estudantes dos ensinos médio, fundamental e normal, além de estudantes de enfermagem e representantes do Conselho Tutelar – assistiram o filme “Pela Vida… Pelo Tempo”. Ao final da exibição, houve muita interatividade e questionamentos sobre a qualidade da assistência prestada aos usuários do SUS. Na realidade, um debate com comentários positivos entre os participantes e os caravaneiros.
Por sua vez, a fiscalização esteve no Hospital Municipal Dr. José Luiz da Silva Neto e no PSF de Fátima, verificando que as condições de atendimento são precárias. Os problemas se acumulam no dia a dia. Porém, a saúde do povo não pode esperar. Falta planejamento e uma política eficaz e direcionada para o setor. O PSF de Fátima, por exemplo, é uma casa improvisada e apertada. As janelas estão sem janelas, algumas salas sem pias, com paredes infiltradas e mofadas. A médica Verônica Cisneiros conversou com profissionais e disse que o clima é de insatisfação. O povo quer valer o artigo 196 da Constituição: A saúde é direito de todos e dever do Estado.
Passava das 16h, quando os caravaneiros pegaram novamente a estrada. Amanhã, é a fase final do trabalho.



