O Regimento de Polícia Monada (RPMon) Dias Cardoso, no bairro de San Martin, na Zona este do Recife, segue interditado até que seja eliminada possibilidade de que mais algum dos cavalos do local seja com mormo, uma doença incurável provocada por uma bactéria. Segundo a Agência de defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adaro), seis equinos tiveram a enfermidade diagnosticada e oram sacrificados ontem. Exames estão sendo feitos para valiar se já é possível liberar os animais para o patrulhamento as ruas. O policiamento ostensivo ontado está suspenso desde dia 18 de setembro do ano passado, quando houve a suspeita da contaminação. Até o fim de 2014, três animais foram sacrificados por conta da infecção, quadro que já havia acometido 13 cavalos, em 2011, e outros três, no ano seguinte, totalizando 25. Atualmente, há 122 equinos no local. Segundo a Polícia Militar (PM), todas as medidas sanitárias necessárias e condições de isolamento ideais vêm sendo adotadas, já que humanos também podem ser contaminados. O coordenador do Programa de Equídeos da Adagro, Marcelo Brasil, explicou que a eutanásia de animais comdoenças infectocontagiosas que não contamcom tratamento eficaz está prevista em legislação federal. “O intuito é evitar que isso se espalhe. O Estado tem muitos eventos pecuários, o que provoca um aumento natural do trânsito de cavalos, jumentos e burros. Temos outras propriedades comcasos da doença, mas não se trata de um surto. Estamos acompanhando as ocorrências e trabalhando a questão educativa nesses locais”, explicou. Para que o RPMon seja liberado, dois exames feitos em toda a tropa, com 45 dias de intervalo, devem dar negativo. Se apenas um animal apresentar a doença, todo o processo terá que ser reiniciado. Novas amostras foram coletadas e devem ser enviadas hoje para o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), no bairro de Dois Irmãos. “Esperamos que, entre oito e dez dias, os resultados sejam divulgados. Até lá, as recomendações têm sido tomadas, com cuidadores usando Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) em procedimentos como o banho e a alimentação do cavalo, além do uso de luvas, botas, aventais e óculos. Essas medidas, aliás, ajudaram a fazer com que o mormo não passasse para outros animais”, disse Brasil.
Fonte: Folha de Pernambuco



