Uma reforma que já dura 17 meses. Durante todo este tempo os atendimentos na maternidade do Centro Integrado Amaury de Medeiros (Cisam), na Encruzilhada, está interrompido. Com prazo de término previsto para 15 de setembro, a direção da maternidade cogita o adiamento da entrega do setor, mas diz que está agilizando as obras para cumprir a determinação. O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) pontua que há muitos problemas na unidade.
A equipe da Folha de Pernambuco teve acesso ao documento de número 9386/2013, enviado pelo Cisam ao Cremepe informando os problemas da unidade. O documento mostra que recursos financeiros da obra não foram repassados pelo Governo, além do não pagamento do ajuste apontado durante a execução do projeto, orçado em R$ 704 mil. O registro também cita a necessidade da liberação de dotação orçamentária para abertura do processo licitatório de 11 áreas, entre elas a aquisição de equipamentos para a Unidade de Tratamento Intendivo (UTI) materna.
“A situação do Cisam é preocupante. A empresa que faz as obras diminuiu o número de funcionários por falta de pagamento”, disse o conselheiro do Cremepe, Roberto Tenório. O documento ainda frisa a necessidade da convocação dos aprovados do concurso. De acordo com Universidade de Pernambuco (UPE), o prazo de entrega das obras permanece na data firmada e que a convocação dos aprovados será junto com a reinauguração do centro. O superintendente do Complexo Hospitar da UPE, João Veiga, informou que o repasse da verba já está garantido e que será liberado esta semana.
Com 17 anos e grávida de 8 meses, R.A. realizou todo o pré-natal no Cisam mas fará o parto em outro hospital. Apenas atendimentos ambulatórias estão funcionando no Centro.
Fonte: Folha de Pernambuco



