Será preciso reestruturar a rede que presta serviços de radioterapia para os usuários do SUS no estado. E rápido. Os motivos constam no inquérito civil instaurado pela promotora Helena Capela, da 34ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde da Capital. O processo aponta que o equipamento do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) será desativado, a partir da próxima semana, por decaimento da fonte radiotiva para níveis abaixo do permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Não bastasse a perda do HCP, o Instituto de Radioterapia Waldemir Miranda desativará o seu equipamento por igual motivo. Isso ainda nos primeiros meses de 2017. A esse quadro, acrescente a situação do Instituto de Radium e Supervoltagem Ivo Roesler. Sem pagamentos pelos serviços prestados ao SUS desde dezembro de 2015, a empresa avisou que suspenderá os atendimentos. O valor a receber seria superior a R$ 2 milhões. A situação preocupa. Muito pela questão financeira e tecnológica das empresas. Mais pela questão da saúde de milhares de pessoas. A radioterapia tem sido indispensável no tratamento do câncer.
Fonte: Diario de Pernambuco



