A Associação de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Pernambuco (Assepe) rejeitou a proposta do governo do estado para o que seria o equilíbrio do Sassepe (plano de saúde dos servidores estaduais). Em assembleia realizada ontem, a dinâmica de reajuste com alíquotas escalonadas por faixa etária foi considerada insustentável e a associação reforçou o pedido de mais investimentos por parte do governo.
O secretário de Administração, Décio Padilha, pede compreensão dos servidores e assegura ser a solução mais adequada para evitar as dívidas milionárias do programa. Nova rodada de negociação entre as partes acontece em outubro.A proposta do governo de implantação de alíquotas de contribuição escalonadas por faixa etária para os titulares (de 4,5% a 6%) e para os dependentes (de 1% a 6%), além da aplicação de um fator moderador com a taxação de tratamentos na rede assistencial, gerou o impasse. “Onera mais o servidor e sem qualquer investimento extra do governo do estado, que se limita a R$ 5,4 milhões mensais e R$ 10 milhões, divulgados por ele (Padilha), para as obras do hospital”, disse a presidente da Assepe, Florentina Cabral.
O secretário rebateu, afirmando que a política atual de contribuição dos servidores para o Sassepe não fecha a conta. “O prejuízo mensal é de R$ 3 milhões. Esse déficit estrutural precisa ser neutralizado e os investimentos do estado não estão atendendo. Faremos aportes extras de R$ 8,4 milhões nos próximos três meses, mas a dívida acumulada para 2013 caminha para R$ 25 milhões”, disse.
Fonte: Diario de Pernambuco



