Servidores do INSS entram em greve a partir desta sexta

Os servidores públicos federais em saúde e previdência social de Pernambuco entram greve a partir desta sexta-feira (10). Com a paralisação, as atividades de todas as agências do INSS do Estado, além de serviços da saúde em hospitais e policlínicas foram afetadas. Cerca de 200 servidores de todo o Estado participaram da assembleia que definiu a paralisação, que também acontece em outros 18 estados e no Distrito Federal. São realizados, em média, 180 atendimentos por dia nas agências da Região Metropolitana do Recife.

Na manhã desta sexta, a categoria se reúne em frente à sede da Gerência da Previdência Social do Recife, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife, onde entrega carta aberta à população, explicando os motivos da greve. Segundo o Coordenador-Geral do Sindsprev, Bonifácio do Monte, a expectativa é que 80% da categoria participe da greve e 30% continue trabalhando para manter o serviço essencial, conforme a lei.

De acordo com o sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social (Sindsprev), as negociações com o Governo Federal acerca da campanha salarial dos profissionais está em trâmite desde 2009, assim como o plano de carreira exigido, ainda de acordo com o Sindsprev. No entanto, enquanto os servidores pedem um aumento de 27,3%, o Ministério do Planejamento propôs um reajuste de apenas 21,3%, escalonado em quatro anos. A categoria se mostrou contrária aos valores propostos, alegando que esse aumento não repõe a inflação acumulada no período e que o órgão sofre também com a defasagem no quadro de profissionais.

“Começamos a discutir essas questões com o INSS e o Governo há cinco anos e só ouvimos promessas. Reivindicamos a melhoria salarial, a criação de um plano de carreira para os servidores, a realização de concursos públicos e a melhoria das nossas condições de trabalho”, afirma o Coordenador-Geral do Sindsprev, José Bonifácio do Monte. Além da questão salarial, o Sindicato ressaltou que o modelo de gratificações por metas batidas adotado no setor é condenável e precisa ser revisto.

“Quando o servidor se aposenta, ele perde cerca de 40% do salário, já que grande parte da nossa remuneração é oriunda de gratificações por metas. Temos servidores aqui com mais de 70 anos que continuam trabalhando por causa disso”, afirma o Coordenador Geral do Sindicato. O INSS diz, em nota emitida no dia de anúncio da greve, que “mantém as portas abertas” para uma negociação sobre o impasse com os servidores.

Fonte: Jornal do Commercio

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