Sessenta testemunhas devem ser ouvidas em audiência sobre a morte de Artur Eugênio

Foi realizada, nesta terça-feira (14), a primeira audiência de instrução do processo relativo à morte do médico Artur Eugênio de Azevedo Pereira. Quatro dos cinco indiciados pelo assassinato da vítima, ocorrido em 12 de maio deste ano, estiveram presentes no encontro, que aconteceu no Fórum de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. Eles só devem ser ouvidos, porém, após o depoimento de 60 testemunhas.

Até o fim da tarde, nove pessoas das 25 intimadas pela acusação já tinham prestado depoimento. Depois, será a vez de outras 35 apresentadas pela defesa. A audiência foi interrompida às 17h, tendo continuidade na próxima quinta-feira (16). O encontro foi presidido pela juíza Inês Maria de Albuquerque. A promotora Dalva Cabral é a representante do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) na acusação.

Entre os indiciados, devem depor Cláudio Amaro Gomes, de 57 anos, médico que já havia trabalhado com Artur Eugênio e apontado como mandante do crime por desavenças profissionais; Cláudio Amaro Gomes Júnior, 32, filho do primeiro indiciado; Jailson Duarte César, 32, que teria contratado os atiradores responsáveis pelo homicídio; e Lyferson Barbosa da Silva, 29, apontado como um dos executores. O quinto suspeito de participação no crime segue foragido.

O caso
O corpo de Artur Eugênio foi encontrado em 13 de maio deste ano, com marcas de tiro, às margens da BR-101, em Jaboatão. Já o carro dele foi achado queimado no bairro da Guabiraba, na Zona Norte do Recife. Segundo a Polícia Civil, o assassinato teria sido encomendado como queima de arquivo. A vítima teria informações sobre irregularidades cometidas por Cláudio Amaro Gomes. Por esse motivo, Artur teria rompido a sociedade com o homem apontado como mandante.

As investigações apontam ainda que Cláudio pediu para seu filho, Cláudio Júnior, achar alguém que pudesse matar a vítima. Através de Jailson Duarte Cesar, com quem trabalhava, Júnior encontrou Lyferson Barbosa da Silva e Flávio Braz de Souza, o último envolvido que segue foragido. A primeira investida para tentar capturar Artur teria acontecido no Hospital de Câncer de Pernambuco, um dos locais onde a vítima trabalhava. Câmeras do circuito interno de TV flagraram a ação. Sem êxito, eles foram ao Hospital Português e novamente não tiveram sucesso. A terceira abordagem, enfim, foi próximo à casa da vítima, quando conseguiram sequestrá-la.

Cláudio Amaro Gomes, Cláudio Amaro Gomes Júnior, Jailson Duarte Cesar, Lyferson Barbosa da Silva e Flávio Braz de Sousa foram indiciados por sequestro, homicídio, roubo, associação criminosa, estelionato e comunicação falsa de crime.

Fonte: Folha PE

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