Sífilis em gestantes cresce 20,9% no país

Foram registrados 33.365 casos de sífilis só no ano passado. Em casos de sífilis congênita – quando a infecção é transmitida durante a gestação para o bebê – foram registrados mais de 19 mil casos em 2015, um aumento de 19% em relação ao ano anterior. O número de casos da doença em gestantes subiu 20,9% nesse mesmo período. Os dados são do Ministério da Saúde e correspondem somente aos casos que foram notificados às autoridades de saúde – ou seja, o número real pode ser bem maior.

Segundo especialistas, o aumento se deu pela redução no uso de preservativos, por mudanças no comportamento sexual da nova geração e por falta de conscientização.

A sífilis é uma infecção causada por uma bactéria e a principal forma de contágio é por relação sexual, mas a contaminação também acontece por transfusão de sangue ou durante a gestação (da mãe para o bebê). Os sintomas aparecem, em média, de 3 a 4 semanas após a infecção. Se não for tratada, a doença pode evoluir podendo causar lesões cardíacas, cerebrais e até mesmo a morte.

O diagnóstico é feito através de testes rápidos que estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Quem planeja uma gravidez deve fazer o exame antes, para certificar-se de que não tem a doença.

O tratamento é feito com penincilina, um antibiótico injetável e a prescrição pode ser de uma a três doses, a depender do estágio da doença.

Para a prevenção é importantíssimo que a população se conscientize quanto ao uso de preservativos. Para as mulheres que planejam uma gestação é importante verificar se são ou não portadoras da bactéria antes de engravidar. É recomendado pelo Ministério da Saúde que se repita o teste nos três primeiros meses de gestação, inclusive o pai também deve fazer o teste.

Fonte: LeiaJá

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