Simepe acompanha denúncias de defasagem salarial e problemas estruturais em Santa Cruz do Capibaribe

Na noite da terça-feira (3), o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) se reuniu, de forma online, com médicos concursados do município de Santa Cruz do Capibaribe para discutir as demandas da categoria que atua na rede pública de saúde local. O encontro foi conduzido pelo diretor de Assistência ao Associado do Simepe, Robson Miranda, e contou com a participação do advogado da Defensoria Médica (DM), Ricardo Santos.

Durante a reunião, os profissionais apresentaram um cenário considerado crítico, marcado pela precarização das condições de trabalho e defasagem salarial. Os médicos estatutários estão há mais de seis anos sem reajuste, recebendo valores muito abaixo do mercado, e alguns já solicitaram exoneração ou licença sem vencimentos. Também foram relatados problemas estruturais, especialmente no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), onde a base funciona em condições precárias, com pintura deteriorada e apenas um banheiro para mais de 15 pessoas, além das más condições dos equipamentos de remoção e transferência de pacientes.

Para o diretor Robson Miranda, o cenário apurado exige intervenções urgentes para garantir condições adequadas de atuação. “Os colegas trouxeram duras queixas quanto à estrutura e aos insumos disponibilizados na rede municipal de saúde. Além disso, estão há anos sem recomposição salarial, o que agrava ainda mais a situação. Este cenário compromete diretamente a assistência prestada à população”, afirmou.

Também foi relatada disparidade salarial entre médicos concursados e profissionais contratados por meio de Organizações Sociais (OS) ou como Pessoa Jurídica (PJ), com casos em que contratados chegam a receber quase o dobro pelo mesmo trabalho. Os médicos apontaram ainda a necessidade de revisão da lei municipal de 2017, que fixa um teto salarial.

“É fundamental que o município reveja o teto salarial e reorganize a rede, assegurando condições dignas de trabalho, com vínculos seguros e atrativos aos profissionais, e uma assistência segura à população”, reforçou Miranda.

O Simepe seguirá acompanhando o caso, prestando apoio aos profissionais e adotando as medidas jurídicas e institucionais cabíveis em defesa da valorização médica e de condições dignas de trabalho.

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