Aos gritos de indignação, com faixas e apitos os estudantes e residentes da Universidade de Pernambuco (UPE) protestaram contra a atual situação de precariedade do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC). A mobilização aconteceu à frente da Secretaria de Ciência e Tecnologia, onde também foi realizada uma coletiva, com a presença do secretário de Ciência e Tecnologia, Marcelino Granja e o reitor da UPE, Carlos Calado.
Dentre as reivindicações dos estudantes e residentes está a equiparação do financiamento destinada ao Huoc. Segundo a residente Kalina Vasconcelos, os recursos repassados ao hospital estão em defasagem em relação os demais. “Por leito o Huoc recebe R$340, já que, por exemplo, o Hospital Pelópidas Silveira recebe R$1.100”, revela. O residente Marcelo Torres enfatiza: “A instituição sendo ela de ensino e saúde, não pode ser tão subfinanciada”.
Durante a coletiva desta manhã de segunda-feira (12) ficou acordado que será criado um conselho de administração, para se tomar decisões em conjunto, em prol do HUOC. Farão parte do conselho 17 membros, dentre eles, três secretários de Estado Antônio Figueira, da Saúde, Marcelino Granja, de Ciência e Tecnologia, e Ricardo Dantas, da Administração e também representantes dos estudantes e professores da UPE.
O secretário Marcelino Granja também anunciou uma seleção para 360 profissionais (95 médicos, 95 técnicos de nível superior e 170 técnicos de nível médio). O Tribunal de Contas da União será acionado pelo Estado, para que os plantões extras voltem e o atendimento hospitalar se normalize. O governo irá contratar uma empresa de consultoria em engenharia médica, para estudar e apontar as necessidades de reforma na infraestrutura do HUOC. Atualmente o Huoc possui vários leitos fechados por falta de profissionais para atender a população, além de problemas estruturais. O hospital está com paredes cheias de mofo, rachaduras em diversos pavilhões e esgotamento a céu aberto.
O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) se fez presente na mobilização, na presença do seu vice-presidente Fernando Cabral, que discursou para os mais de 200 estudantes e residentes, apoiando e participando do movimento de “grito de alerta” contra o sucateamento das universidades e hospitais públicos, principalmente, do HUOC. “É nosso dever defender uma escola pública de qualidade”, apontou.



