Simepe apoia mudança do MS

O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), que sempre contestou a motivação do programa, na chamada de estrangeiros para a saúde pública, viu com bons olhos as possíveis mudanças no projeto. Segundo o diretor do Simepe, Mario Jorge Lobo, o Mais Médicos foi lançado pelo Governo Federal como uma política de caráter eleitoreiro. “O que a gente questiona é que o programa Mais Médicos não foi destinado exclusivamente ao provimento de profissionais onde se precisa. Encontramos médicos cubanos em capitais. Em municípios, como o Recife, tem concurso público com médicos aguardando serem chamados e não são chamados por conta do interesse político. Ou seja, tem profissional brasileiro aguardando essa vaga, que está sendo ocupada pelo programa.”

Mario Jorge Lobo avalia a possível mudança de postura do MS de forma positiva. Para ele, o redimensionamento dos profissionais do programa significará uma valorização do médico brasileiro. O que também pode significar um passo para um plano de carreira pública da classe. “As entidades médicas, no momento da aprovação no Congresso, acordaram que o Mais Médicos teria temporalidade de três anos e que o governo se comprometeria em criar a carreira para o provimento do programa de forma definitiva.”

Fonte: Folha de Pernambuco

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