O Sindicato dos Médicos de Pernambuco segue na luta por melhorias nos serviços de saúde de média e alta complexidade na Região Metropolitana do Recife. Para discutir o assunto, mais especificamente o prejuízo acarretado pela suspensão de cirurgias eletivas no Hospital Tricentenário, em Olinda, representantes do Simepe e do Ministério Público participaram de uma nova reunião do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça – Defesa da Saúde (CAOP – Saúde).
O encontro foi realizado na sede do MP, no bairro da Boa vista, nesta segunda-feira (13/03), e teve o comando do promotor Édipo Soares, com a presença dos diretores do Simepe, Mário Jorge e Walber Steffano; além da promotora de justiça de defesa da saúde de Olinda, Maísa Melo.
Reunidos, eles analisaram a situação vivida pelo hospital, que foi alvo de denúncias no ano passado por parte do Sindicato no que tange à pejotização e à precarização dos vínculos – problemas esses já solucionados ainda em 2016, quando a instituição retrocedeu e formalizou a contratação dos profissionais de acordo com a CLT. O grande problema neste momento é a suspensão de cirurgias eletivas, mais especificamente as de ortopedia, ginecologia e vasculares. A unidade de saúde era a única que oferecia este serviço na cidade e nenhuma outra instituição recebe essa demanda no município. Com essa desassistência, os pacientes precisam agora recorrer ao estado, que já conta com um gargalo enorme – prejudicando a população que mais precisa.
A promotora Maísa Melo informou na reunião que instaurou inquérito civil a fim de apurar a suspensão da realização de cirurgias eletivas no hospital, tendo recebido como resposta do município que a paralisação se deu em face da suspensão do repasse do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC) pelo Ministério da Saúde para cirurgias eletivas, o que acarretou também na suspensão de repasse do Estado para o município – razão pela qual a unidade de saúde se recusou a prestar o serviço apenas pelo valor da Tabela SUS.
Ao final da reunião, o promotor Édipo Soares sugeriu que se realizasse uma reunião de trabalho no requerido inquérito civil, com o objetivo de tentar solucionar a situação. Ainda ficou deliberado que uma cópia da ata será encaminhada à promotoria de justiça de Olinda e colocando o CAOP Saúde à disposição para um eventual suporte.
Para o diretor executivo do Simepe, Walber Steffano, o encontro foi importante para que o serviço volte a ser reestabelecido no local. “Já obtivemos conquistas importantes para os médicos e para a população na pauta referente ao Hospital Tricentenário – que é uma importante unidade de saúde em Olinda. Neste momento, estamos bastante preocupados com esta suspensão das cirurgias eletivas e esse gargalo, que já é imenso no Estado, está ainda mais sério com essa paralisação. O Sindicato dos Médicos, representando sua base, vai lutar incessantemente para que a situação seja ajustada e gere o retorno dos serviços o quanto antes, uma vez que a população precisa desta assistência”, pontua.



