Simepe prestigia primeiro dia do 43° Congresso Pernambucano de Ginecologia e Obstetrícia

Teve início na manhã desta quinta-feira (18), o 43° Congresso Pernambucano de Ginecologia e Obstetrícia. O evento se deu no Mercure Mar Hotel, localizado no Bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, e contou com a presença de importantes nomes da especialidade do estado.

O congresso foi aberto com o Fórum de Ética e Defesa Profissional que abordou temas de grande importância e relevância para os ginecologistas e obstetras e o futuro da assistência à gestação e ao parto. Representando o Sindicato dos Médicos de Pernambuco, a vice-presidente Dra Claudia Beatriz Andrade, médica obstetra, participou da mesa cujo foco foi a remuneração do ginecologista e obstetra no serviço público de saúde e a adequação da saúde suplementar no estado. “No sistema público, o estado de Pernambuco e alguns municípios tem PCCV com valorização por mérito, qualificação, porém as condições de trabalho são precárias e tabela sua de procedimentos muitíssimo defasada. Na saúde suplementar temos um grande problema na questão da cobrança pela “disponibilidade”, ou seja, o período que vai do momento em que é desencadeado o trabalho de parto até aquele em que se dá o nascimento. Respaldados eticamente, defendemos a cobrança do pagamento desse serviço e lutamos para que os hospitais que são conveniados às operadoras de planos de saúde ofereçam equipe completa para assistência ao parto quando não for paga a disponibilidade”, explicou Claudia Beatriz.

O posicionamento ético do médico frente aos riscos do procedimento do parto domiciliar ou quanto ao nascimento auxiliado e realizado por profissionais não médicos foi a temática do segundo momento de participação do Simepe no Fórum deste primeiro dia. “Os temas abordados nessa mesa trazem à tona um debate sobre mudanças de posturas e novos conceitos de atenção ao parto. O Simepe preza pelo parto seguro e pela autonomia médica de avaliação dos riscos do procedimento. As informações devem ser repassadas e as decisões devem ser tomadas de forma conjunta entre médicos e pacientes. O Sindicato se preocupa com os novos modelos de assistência ao parto quanto às responsabilidades ético-profissional e civil de cada categoria profissional”, afirmou a vice- presidente do Simepe.

Ainda foram debatidos temas científicos polêmicos do cotidiano médico da especialidade e que levantam um grande número de questionamentos da categoria, como: os problemas e as estratégias para o controle da Sífilis no Brasil; as polêmicas da cirurgia ginecológica; o papel do Ginecologista Obstetra na Prevenção da Coqueluche; infecções cervicovaginais; manejo do climatério; polêmicas na Endocrinologia ginecológica; Uroginecologia para ginecologistas; o papel do ginecologista no câncer de mama e do que fazer em casos de infertilidade. Foram também ministrados cursos de Medicina Fetal e de Urgências e emergências obstétricas.

O 43°Congresso Pernambucano de Ginecologia e Obstetrícia terá continuidade na sexta-feira (19) e sábado (20). O evento tem início às 8h00 nos dois dias e tem término previsto para as 18h15 na sexta e para às 15h30 no sábado. Ao final do último dia os melhores trabalhos apresentados receberão honras e premiações.

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