O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Conselho de Medicina de Pernambuco (Cremepe) e Associação Médica do Estado (AMPE) realizaram o I Fórum de debates sobre os projetos políticos de interesse dos médicos. O evento aconteceu nesta quarta-feira (11/09) no Centro de Convenções de Pernambuco. A proposta do encontro foi trazer para discussão a Comissão de Assunto político, a Medida Provisória 621/13 e o financiamento do SUS. O vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital e o deputado federal do PDT-PE, Paulo Rubem Santiago, foram os palestrantes da noite.
O deputado iniciou as discussões mostrando os gastos da União na saúde e a defesa da seguridade social. Segundo o político, o governo deve investir em políticas públicas. “Precisamos de carreira de estado, concurso público, valorização de todos os profissionais de saúde – desde os agentes comunitários até os médicos da ponta – é isso que devemos oferecer à população” indicou.
Já o vice-presidente do CFM, mostrou que as últimas ações do governo federal são inapropriados para a saúde do povo brasileiro. Ele ainda explicou a importância deste encontro. “Espaços como esse no Estado são fundamentais não só para a classe médica, mas para todos os profissionais da saúde, por terem uma discussão verticalizada e fatores determinantes para o desenvolvimento de seus serviços, qualidade na assistência que eles prestam, bem como reconhecimento dos trabalhos que são prestados”, disse. O representante do CFM ainda indicou que políticas eleitoreiras não vão sanar os déficits da saúde pública.
Para a presidente do Cremepe, Helena Carneiro Leão, está é mais uma oportunidade para discutir temas tão relevantes para os médicos de Pernambuco. “É um trabalho de continuidade do Sindicato e do Conselho a favor da defesa da saúde da população mostrando aos médicos, profissionais de saúde e leigos de que essa luta é de todos nós”, comentou Helena.
A diretora e organizadora do evento, Malu David, avaliou como positivo o encontro entre os médicos. “Foi a oportunidade de enriquecer o nosso debate e principalmente saber para onde vão as verbas que deveriam ser destinadas à saúde “, indicou David. Por fim, o diretor do Simepe, Adilson Morato, explicou que este é o momento de criar estratégias. “Se estas medidas atingem a vida do cidadão devemos buscar o apoio de outras instituições para construirmos um diálogo com outros profissionais” finalizou.
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