Representantes dos Diretórios Acadêmicos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade de Pernambuco (UPE) estiveram reunidos com a diretoria do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), nesta quarta-feira (01). A reunião trouxe como pauta: a greve dos servidores e professores das Instituições Federais de Ensino e a abertura de escolas médicas.
Os estudantes do curso de medicina da UFPE abriram a discussão apontando a preocupação com a precarização e a falta de valorização das escolas públicas federais. A greve dos servidores e professores das Instituições Federais de Ensino foi outro ponto importante destacado pelos alunos de medicina da UFPE, que estiveram no Simepe para solicitar apoio ao Ato Público de solidarização a greve que será realizado na próxima sexta-feira (03), às 10h, na Praça do Derby.
Segundo a diretora Rafaela Pacheco, o sindicato apoia integralmente a construção de um ato público, bem como se solidariza a greve dos servidores e professores das Instituições Federais de Ensino. “Entendemos que o financiamento da educação pública é condição fundamental para a boa formação médica e a um SUS de qualidade”, expressou.
Já os representantes do D.A. Josué de Castro da UPE chamaram a atenção para a abertura de escolas médicas, debatendo a construção de uma carta aberta à classe médica e a sociedade. Revelam também as preocupações com a formação dos profissionais ligados as novas escolas médicas, implicando na sua abertura indiscriminada, superlotação do campo de prática dos estudantes e sucateamento das universidades públicas. Reivindicando também a garantia de suas diretrizes.
A partir dessa discussão sobre escolas médicas, os representantes dos diretórios acadêmicos e do Simepe estarão se reunindo com o Conselho Regional de Medicina (Cremepe) para fomentação de uma pauta única.



