Um cenário de guerra. Essa foi a percepção dos diretores do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Tadeu Calheiros e Rodrigo Rosas, durante a visita realizada na tarde desta terça-feira (14), na emergência do Hospital Helena Moura, na Zona Norte do Recife. Profissionais médicos que atendem na unidade denunciaram a situação com o objetivo de buscar soluções A unidade hospitalar tem capacidade para acomodar pacientes em 48 leitos, está com uma fila diária de cerca de 80 crianças esperando por atendimento. Sem estrutura, cadeiras e mesas estão servindo de leitos, bem como uma equipe defasada dobrando plantões para conseguir dar conta da demanda.
Segundo Rodrigo Rosas, diretor do Simepe, o cenário caótico é uma tragédia anunciada, que infelizmente não conta com o empenho dos gestores públicos. “É algo assustador que vemos na emergência do Hospital Helena Moura. Infelizmente, essa epidemia é algo recorrente, e todos os anos, ouvimos que a situação era algo inesperado ou que foi em um cenário maior do que o previsto. Não podemos continuar com essas filas gigantescas de espera, ou crianças voltando para casa sem receberem o atendimento necessário. É preciso que outras unidades de atendimento sejam ofertadas para que este hospital consiga ser desafogado e volte ao seu fluxo comum de atendimentos” destacou o diretor.

A falta de medicamentos também está entra as principais queixas trazidas pela equipe médica. Corticoides e Antibióticos estão em defasagem no estoque, o que acaba se tornando um fator crucial no comprometimento dos atendimentos. O Simepe esclarece que seguirá na cobrança para que medidas sejam realizadas o mais rápido possível, evitando que o cenário em que se encontra a unidade se prolongue e prejudicando o atendimento ofertado.




