Simpósio debate desafio da primeira infância

O período da primeira infância – definição dos seis anos iniciais da vida – é considerado por especialistas um intervalo crucial para o desenvolvimento dos seres humanos. A fase corresponde ao momento da construção e da consolidação da formação psicológica e física das crianças e, por isso, requer medidas protetivas especiais para garantir um crescimento saudável, tanto no aspecto individual quanto social. Estudiosos do Brasil e do exterior se encontram hoje e amanhã, no Recife, para reforçar a necessidade de instituir, manter e aprimorar mecanismos destinados a cuidar dessa parcela da população.
Sob o nome de Primeira Infância: Prioridade Absoluta, o VI Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância é realizado pela primeira vez fora de São Paulo, no Paço Alfândega, Recife Antigo. O objetivo é ampliar o acesso ao conhecimento sobre o desenvolvimento infantil para outras regiões do país. “A escolha da temática faz alusão à Lei 13.257/2016, conhecida como Marco Legal da Primeira Infância, e representa uma oportunidade de debater os principais desafios para sua implementação”, diz o gerente de Conhecimento Aplicado da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Eduardo Marino.
A fundação é uma das instituições que integram o Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI), que organiza o simpósio anualmente. O NCPI reúne numa iniciativa colaborativa o Center on the Developing Child da Universidade de Harvard (CDC), Insper, David Rockefeller Center for Latin American Studies da Universidade de Harvard (DRCLAS), Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e o Hospital Infantil Sabará. Para definir os conteúdos a serem apresentados e debatidos, o núcleo formou um comitê de especialistas da região com representantes do Ceará (Ifan, Iprede e UFC), Bahia (Avante e UFBA) e Pernambuco (Mãe Coruja Pernambucana), além do Unicef.
“É preciso discutir também quais políticas públicas deverão ser prioritárias e quais mecanismos poderiam assegurar a qualidade dessas políticas”, complementa Eduardo Marino, indicando outro foco para os participantes do evento, que tem a confirmação da participação de seis especialistas. Logo após a abertura do simpósio, às 9h20, haverá a palestra Desafios da integração de estratégias de sobrevivência com o desenvolvimento integral da primeira infância, com Gary Darmstadt, da Universidade de Stanford, para abrir o debate de como ações integradas podem impactar o desenvolvimento integral das crianças.
Às 11 horas, Marcia Castro, pela Universidade de Harvard, e Maria Caridad Araújo, do Banco Interamericano de Desenvolvimento, vão proferir palestras sobre o tema Desenvolvimento da primeira infância na diversidade e em contextos de vulnerabilidade, abordando desafios da implantação de programas de primeira infância em contextos de alta vulnerabilidade.
Às 14h, Carla Peterson, da Universidade Estadual de Iowa, e María Adelaide López, da aeioTU, da Colômbia, vão proferir palestras sobre o tema Qualidade como um direito, tratando das condições do ambiente, habilidades e atitudes que devem ser desenvolvidas e monitoradas no desenho e implementação de programas de visitação domiciliar e da educação infantil.
Formação dos profissionais da primeira infância será o tema das palestras das 15h40, com Sara Araújo, do Instituto Politécnico de Porto, Patricia Albieri Almeida, da Fundação Carlos Chagas, e Anna Chiesa, da Escola de Enfermagem da USP, tendo como moderadora a consultora da Fundação Maria Cecilia, Beatriz Ferraz. Sistematização do programa Mãe Coruja pernambucana encerra a programação, às 17h35. Com mais de nove anos de existência em Pernambuco, o Programa Mãe Coruja lançará a sistematização dessa experiência.

Fonte: Diario de Pernambuco

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