A utilização de simuladores cirúrgicos presta hoje um grande serviço a comunidades médicas e a pacientes de serviços públicos. Ainda hoje pessoas são utilizadas e manuseadas por estudantes em formação. Embora a lei exija a monitorização por preceptores, não se deve minimizar o risco inerente a uma cirurgia realizada por alguém que nunca antes a praticou.
Simuladores cirúrgicos realísticos se prestam a preencher esta lacuna e diminuir os riscos. Na minha experiência de 15 anos na criação e utilização destes artefatos, observo que o tempo do aprendizado utilizando simuladores pode ser reduzido a dias ou semanas, o que seria possível apenas com meses ou anos.
A explicação é que preceptores não ficam confortáveis para ceder suas cirurgias a estudantes e estes precisam contar com a boa vontade daqueles para o início das práticas. O uso de simuladores retira este perigo e deve oferecer condições iguais ou mais complicadas que as existentes na cirurgia real.
Durante um treinamento, enquanto procuram vencer as dificuldades da prática cirúrgica, os alunos não estão submetidos ao risco e ao stress inerente a uma cirurgia real, é tudo uma simulação. Todo este conjunto facilita o raciocínio e faz com que o conhecimento teórico se transforme em habilidade cirúrgica. O aluno é observado por seu preceptor e pode ser considerado apto para iniciar cirurgias reais ou classificado como carente de mais tempo para isto.
A pernambucana Pro Delphus, da qual sou diretor científico, já desenvolveu mais de trinta simuladores realísticos e é única no mundo com esta técnica. Entre os dias 2 e 4 de setembro, estaremos demonstrando cirurgias ao vivo simuladas durante a feira Hospitalmed que ocorrerá no centro de convenções. Uma oportunidade para conhecer essa novidade que já está integrando a vida da medicina pernambucana.
Fonte: Diario de Pernambuco



