O presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco, Mário Jorge Lobo, cobrou ontem posicionamento do governador Eduardo Campos (PSB) sobre as medidas anunciadas pelo governo federal que desagradam a classe. “
O Estado tem um crédito de R$ 5 milhões para criar uma carreira única na atenção básica. Ele vai ou não prosseguir?”, questionou.A Secretaria Estadual de Saúde adianta “que é momento de discussão profunda e madura sobre a formulação de novas políticas de provimento de profissionais para o SUS, em regiões de difícil acesso, hoje questão séria enfrentada por estados, União e municípios.”
A carreira única no SUS é uma das reivindicações de entidades médicas em oposição à importação de médicos e contratos temporários de brasileiros que devem ser feitos pelo programa Mais Médicos, lançado por Dilma. Hoje, médicos de todo o Pais fazem mobilizações cobrando mais investimento federal (10% do PIB para a saúde), carreira de Estado como o Judiciário, melhor gerenciamento e estrutura do SUS, além de retirada de vetos à Lei do Ato Médico. Em Pernambuco haverá protesto em Caruaru, Agreste.
De passagem pelo Recife, ontem, o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D’Ávila, criticou a gestão do ministro Padilha, que teria devolvido R$ 17 bilhões quando o SUS tem déficit de serviços em várias áreas. O CFM espera derrubar na Justiça as medidas “improvisadas” e desconhece articulação de profissionais para boicotar o Mais Médicos, motivo de investigação da PF feita a pedido do governo.
Fonte: Jornal do Commercio



