Sindicato denuncia falta de UTIs no Barão de Lucena

O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) denunciou, ontem, a falta de insumos e a espera por leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para crianças, no Hospital Barão de Lucena, na Iputinga, Zona Oeste do Recife. Segundo a entidade, faltam materiais para intubação de pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), respiradores e outros equipamentos.

Também nesta quinta, a Promotoria de Justiça em Saúde do Ministério Público de Pernambuco determinou uma inspeção no local. O MPPE enviou um ofício para a Secretaria Estadual de Saúde (SES) e para a direção do hospital, para que se pronunciem sobre o caso em 48 horas.

Os problemas no Barão de Lucena, segundo o Simepe, são recorrentes. O local é referência de atendimento pediátrico para crianças com sintomas respiratórios e, em março, foram relatados, inclusive, pacientes aguardando por atendimento dentro de ambulâncias.

Cerca de 500 crianças são atendidas no local, mensalmente. Atualmente, em todo o estado, há cerca de 170 leitos dedicados a crianças com sintomas de Covid, sendo 62 de UTI.

“Em março, tivemos exatamente a mesma situação. Crianças mal assistidas, falta de equipamentos, fila de espera para UTIs. Na sexta-feira (30), havia cinco crianças intubadas e duas com indicação de intubação, mas não tinha respirador mecânico, o circuito completo. O sindicato falou com os gestores e removeram de um suporte de reserva para intubar as esses pacientes”, afirmou a presidente do Simepe, Cláudia Beatriz Andrade.

Em março, de acordo com o Simepe, uma denúncia foi aberta na Promotoria de Saúde do Ministério Público e no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). Nesta quinta, novas diligências devem ser feitas pelo sindicato para avaliar a situação no hospital.

“Recebemos a notícia de que está faltando tubo para os pacientes. Não são todos, mas tamanhos específicos, como de 3,5 e 4 milímetros. A demanda continua crescendo e, mesmo superlotado, serviço continua aberto à Central de Regulação. Todo ano a gente tem o mesmo problema”, disse.

De acordo a promotora Helena Capela, que atua na Defesa da Saúde da Capital, um representante do MPPE está verificando a situação pessoalmente e vai elaborar um relatório.

Ela também ressaltou que, nos últimos dias, a promotoria não vem recebendo a lista de espera de UTIs em Pernambuco.

“Não recebi ontem e nem hoje a lista de espera para UTIs no estado. Eles alegaram que estão com problema no sistema, mas exigimos essa informação, nem que seja uma lista manual”, afirmou.

A preocupação, segundo a promotora, é que nos meses de abril e maio já há naturalmente um aumento da procura por leitos pediátricos por conta de doenças respiratórias sazonais. “A lista de espera da UTI para criança vem aumentando. A gente acha que um fator motivador é essa flexibilização maior, com maior trânsito de pessoas”, disse. Clique aqui e confira a matéria completa.

Fonte: Blog do Magno

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