O Brasil registrou um novo recorde de mortos pela Covid-19 nesta terça-feira (3). Segundo um consórcio de veículos da imprensa que usa dados das secretarias de Saúde dos Estados, tivemos 1.726 mortes nas últimas 24 horas. O ministério da Saúde registrou 1.641 óbitos. Em ambos os registros é o maior número de óbitos diário desde o início da pandemia.
No total, são 257.562 óbitos. A média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias chegou a 1.274. A variação foi de 23% em comparação a 14 dias atrás, mostrando tendência de alta nos óbitos pela doença.
No Paraná, a média móvel de casos de Covid-19 teve aumento de 48,5% em duas semanas. Esse aumento no número de diagnósticos é observado desde o início do mês passado.
Com apenas dois meses completos, o ano de 2021 já concentra um quarto de todas as mortes da pandemia. Até 1º de março, o Paraná somava 645.621 casos e 11.598 mortes. Destas, 3.005 morreram neste ano.
Relatos de um médico que trabalha na administração de leitos da rede privada dão conta de que nos últimos dias a doença tem evoluído em velocidade muito mais rápida de que no ano passado. Houve casos em que a doença evoluiu dos primeiros sintomas para a necessidade de internamento em UTI em questão de dois dias. Há relatos de casos de pacientes que foram a óbito mesmo antes de chegarem a ser transferidos para UTIs.
Segundo o Governo do Estado, a taxa de ocupação dos leitos de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado está hoje em 92%, chegando a 97% na Região Oeste.
Há filas em diversos hospitais, tanto para internamento nas enfermarias como nas UTIs. Em Santa Catarina, cerca de vinte pessoas morreram nos últimos dias à espera de vagas em UTI. A possibilidade de situações como essa acontecerem no paraná e iminente.
Por tudo isso, o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) alerta que este é o pior momento da pandemia, e quem contrair a Covid-19 neste momento, corre o risco de não receber o atendimento adequado. Mesmo com o tratamento adequado, a possibilidade da doença ser fatal é alta, isso sem falar nas sequelas que a doença pode deixar por todo o corpo.
É hora de usar máscaras e álcool gel, manter o distanciamento social, evitar aglomerações, procurar resolver os assuntos do dia a dia pela internet ou telefone, evitar ao máximo sair de casa, etc.
Enquanto não houver vacinação em massa, com mais de 70% da população imunizada, o vírus continuará circulando e ceifando vidas.
Muitos estão mais preocupados com a economia ou com a sequência da educação de seus filhos. Mas nunca é demais lembrar que da falência as pessoas podem se recuperar. Da morte, ninguém se recupera.
Com informações da Agência de Notícias do Paraná e G1.
Fonte: Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar)



