A saúde pública em Belo Horizonte passa por momentos difíceis, sem melhorias nas condições de trabalho e marcada pela desvalorização dos servidores. Contando com o apoio da imprensa, o Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) denuncia, mais uma vez, a triste realidade na PBH.
Os médicos, assim como os demais servidores, são vítimas das condições inadequadas de trabalho, caracterizadas pela falta de materiais medicamentos, equipes desfalcadas e mesmo diante dessa precariedade imposta pela gestão, eles batalham para atender da melhor maneira possível a população.
Violência e insegurança
A falta de segurança e a constante violência é outro problema que toma conta das unidades de saúde da capital. Atualmente são mais de 320 casos registrados; índice que pode ser ainda maior visto que nem todos os médicos e servidores tornam público as agressões. O documento no qual registra esses acontecimentos foi elaborado pela Mesa de Negociações do SUS (MESUS) de Belo Horizonte, com o objetivo de garantir orientações de condutas diante dos episódios de violência e registrar os casos ocorridos.
Ora, o sindicato entende e afirma que esta não é a principal causa da violência e que este grupo de profissionais trabalha cada vez mais em equipes desfalcadas, atendendo demandas elevadas, além de serem alvos da violência e pressão psicológica.
O Sinmed-MG destaca que é importante tomar medidas para conter a violência que cada dia mais aumentam as estatísticas. Contudo, a forma proposta ainda não é considerada suficiente para mudar este triste cenário de insegurança nas unidades de saúde de BH, como o sindicato tem denunciado desde o ano passado à mídia e sociedade, além de alertar os próprios gestores durante as reuniões de negociações. As unidades básicas de saúde precisam de porteiros qualificados e disponíveis ajudar na organização do fluxo de pessoas que circulam nas unidades de saúde e assim contribuir para melhorar a segurança nestas unidades.
Sem especialistas na rede
Mesmo a prefeitura insistindo que tem o número ideal de médicos na rede, o Sinmed-MG reforça a necessidade urgente de redimensionamento das áreas adscritas às Equipes de Saúde de Família ao máximo populacional de 2 mil pessoas, considerando o número total da população de BH(que podem precisar dos serviços do SUS) e não apenas ao número de pacientes.
Além disso, algumas unidades de saúde carecem com urgência de especialistas como é o caso da neurologia, pediatria, ginecologia cujo número de profissionais não é suficiente para atender a demanda.
Problemas estruturais e desrespeito com os servidores
Problemas como espaço apertado, mobiliário danificado, falta de manutenção e descarte irregular de materiais são alguns dos problemas em unidades de saúde da capital.
E aliado a tudo isso, assistimos com pesar a posição truculenta da gestão ao desrespeitar os servidores, como o que aconteceu na segunda-feira, 23 de abril, quando professores da educação infantil de Belo Horizonte foram surpreendidos e agredidos com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral, jatos d’água para dispersar o grupo que protestava na Avenida Afonso Pena.
O Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) repudia veementemente a atitude da Polícia Militar e do prefeito Kalil com os colegas professores, por se tratar de uma ação repressora e de desrespeito com os servidores. O direito a livre manifestação de pensamento é uma garantia constitucionalmente prevista no artigo 5º, IV da Constituição Federal de 1988.
Precisamos de apoio da imprensa
Diante de tantos problemas, indagamos ao prefeito Kalil: cadê o carinho que você prometeu com os servidores e população no início da gestão? Estamos sendo surpreendidos com falta de respeito, cuidado com a saúde além de constante insegurança. A saúde sofre!
O Sindicato quer mais segurança, incluindo a volta da guarda municipal 24 horas nas unidades de emergência e dos porteiros nos postos de saúde; equipes completas e condições de trabalho, com estrutura adequada, disponibilidade de medicamentos e equipamentos em ordem além de um tratamento mais adequado e respeitoso com os servidores!
Chega de descaso!
Fonte: Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG)



