A dengue tem se manifestado de forma mais branda neste início de ano no Estado, apesar da provável circulação de quatro tipos de vírus. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, o DENV-4 e o DENV- 1 foram isolados desde janeiro, enquanto o DENV- 2 e o DENV- 3 reapareceram no fim de 2014, quando começou a haver uma explosão de adoecimentos.
Médicos que atuam nas urgências observam pacientes com menor tempo e intensidade de febre, mas, ao mesmo tempo, com maior frequência de manchas vermelhas e coceira na pele. Mesmo em casos graves, os sintomas estão discretos.
“Recebemos doentes com baixa acentuada de plaquetas, com 30 mil e até cinco mil (o normal é ter no mínimo é 150 mil), derrame pleural e sem qualquer queixa, como tontura, dor abdominal ou sangramento”, alerta o infectologista Demétrius Montenegro, chefe do Isolamento de Doenças Infecciosas do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Recife, a referência para casos graves. Ele chama a atenção dos colegas das urgências menores, para que continuem pedindo exame de sangue para dosar plaquetas, principalmente no quarto dia após o aparecimento dos sintomas. A doença mais branda poderia estar associada ao vírus 4, mas como há outros em circulação, os especialistas ainda não têm como precisar o que está acontecendo.
Rodrigo Bandeira, presidente da Associação de Médicos de Família e Comunidade, que atua em posto de saúde na Zona Norte do Recife, constata a rápida recuperação dos doentes. “Muitos têm chegado praticamente sem febre, só com as reação dermatológica característica do final da doença”, diz. No Recife, o número de doentes confirmados subiu 140% nesses dois primeiros meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado. Em todo o Estado o aumento é de 47%.
Fonte: Jornal do Commercio



