Sistema sem novas adesões

A situação do Saúde Recife não é muito diferente do Sassepe. “Temos problemas sérios de descredenciamento de serviços. Um exame dá para o servidor pagar, mas um hospital é mais caro”, reclama Fernando José da Silva, diretor financeiro do Sindicato dos Servidores Públicos da Prefeitura do Recife. A queixa maior é o fechamento do plano para novas adesões de servidores municipais.
O servidor Alexandre Moura, 48 anos, tinha um plano de saúde e ficou sem condições financeiras para pagar. “Eu tentei entrar no Saúde Recife e não foi permitido. Tenho 31 anos de serviço público e vou atrás dos meus direitos”. Moura recorreu à Defensoria Pública do Estado para pedir a intermediação. “Notificamos o Saúde Recife sobre a negativa de adesão. Vamos tentar uma conciliação e, se não for possível, entraremos na Justiça”, diz a defensora pública Cristina Sakaki.

O Instituto de Recursos Humanos (IRH) informou que investiu em 2012 mais de R$ 4 milhões em reformas e aquisição de novos equipamentos para o Sassepe. Acrescentou que as cirurgias de emergência são liberadas de imediato e que no último mês foram realizados 200 mil exames, e 88,2 mil consultas em três meses. De acordo com o IRH, os gestores do Sassepe estão empenhados para manter o equilíbrio financeiro do sistema, mas evitou detalhar o valor arrecadado das contribuições e as despesas com a rede assistencial.

A gerência do Saúde Recife informou que possui uma rede de 168 unidades credenciadas, incluindo hospitais, laboratórios, clínicas especializadas e de odontologia, para atender os servidores e os seus dependentes. Acrescentou que mensalmente o município cobre o déficit da ordem de 60% das despesas de R$ 3,3 milhões. A receita da contribuição dos servidores soma R$ 1,3 milhão.

Fonte: Diario de Pernambuco

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