Se em janeiro apenas o bairro da Várzea figurava como a única localidade de risco muito alto para uma nova explosão de adoecimento, em março a lista tem 12 bairros. A localidade com pior densidade vetorial é o Jordão com razão de 7,6 imóveis com mosquito para cada 100 vistoriados.
O Recife também informou o primeiro óbito suspeito por arboviroses. Um homem de 50 anos, morador da Várzea, que morreu em 21 de fevereiro. Além do Jordão, os bairros com piores indicadores do LIRAa são: Alto José Bonifácio (7,1), Apipucos (6,9), Monteiro (6,9), Coqueiral (5,3), Cordeiro (5,1), Casa Amarela (4,8), Alto José do Pinho (4,2) e Torreão, Encruzilhada, Hipódromo e Rosarinho com 4,1, cada.
A Secretaria de Saúde da Cidade informou que o aumento do LIRAa reflete uma sazonalidade em que chuva e calor são mais frequentes e colaboram para a explosão de focos do vetor. Contudo, a Capital, apesar do aumento da taxa, permanece na faixa de risco médio para surto. “Vamos incrementar o enfrentamento nesses locais. Uma das primeiras medidas será ampliar de duas para três as equipes de plantão nos fins de semana. Além de organizar mais mutirões”, disse o coordenador da Vigilância Ambiental, Jurandir Almeida
Do número global, 195 casos foram confirmados, sendo 129 de dengue e 66 de chikungunya. Numa avaliação de risco de adoecimento, as localidades que apresentaram os maiores coeficientes de incidência por 10 mil habitantes foram: Santo Antônio (33,44), Guabiraba (9,01), Apipucos (8,54), Areias (4,77), Cajueiro (4,33), Campina do Barreto (4,01).



